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Q3541531 Odontologia

A semiologia odontológica é crucial para identificar e diagnosticar afecções na maxila e na mandíbula. A colaboração multidisciplinar entre cirurgiões bucomaxilofaciais, radiologistas e patologistas é fundamental para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.


Qual dos seguintes métodos de imagem é considerado o padrão-ouro para avaliação tridimensional de afecções na maxila e mandíbula? 

Alternativas

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Tema central: escolha do método de imagem “padrão-ouro” para avaliação tridimensional de afecções ósseas na maxila e mandíbula. Em Odontologia, quando se quer volume 3D com alta resolução espacial do complexo dentoalveolar, a técnica de eleição é a Tomografia Computadorizada Cone-Beam (CBCT).

Alternativa correta: B - Tomografia computadorizada cone-beam
A CBCT fornece imagem volumétrica com voxels isotrópicos e excelente resolução para osso cortical e trabecular, permitindo mensurar extensão lesional, expansão cortical e relação com o canal mandibular e seio maxilar. Tem menor dose que a TC médica (MDCT) para campo odontológico e alta acurácia geométrica, sendo recomendada para planejamento de implantes, dentes inclusos, lesões periapicais/císticas e avaliação de defeitos ósseos. Diretrizes da AAOMR e do projeto europeu SEDENTEXCT respaldam seu uso como método 3D de escolha no contexto dentoalveolar.

Por que as demais estão incorretas?

A - Radiografia panorâmica: exame 2D, com magnificação e sobreposição, incapaz de avaliar a dimensão vestíbulo-lingual. É útil para triagem, mas não para análise volumétrica precisa de lesões ósseas.

C - Radiografia periapical: alta resolução para dentes e região periapical, porém é bidimensional, com campo de visão limitado e sem mensuração confiável bucolingual. Não define a real extensão 3D de afecções maiores.

D - Ressonância magnética (RM): excelente para tecidos moles (disco da ATM, edema medular, extensão perineural) e não usa radiação ionizante, mas apresenta baixa sensibilidade para corticais ósseas e calcificações. Não é o padrão para avaliação 3D do osso maxilomandibular no cenário odontológico.

Pegadinha e estratégia: a palavra-chave é “tridimensional” de lesões ósseas dentoalveolares. Se o foco fosse trauma complexo ou estadiamento oncológico, a MDCT poderia ser preferível; se fossem tecidos moles, a RM ganharia. Para o cotidiano odontológico ósseo, escolha CBCT.

Referências essenciais: AAOMR Position Statements (2013–2017) sobre uso de CBCT em Odontologia; SEDENTEXCT (European Commission Radiation Protection 172/185) – Guidelines para CBCT; ACR Appropriateness Criteria (face/jaw) destacando CBCT para avaliação dentoalveolar; ADA Council on Scientific Affairs sobre indicação de CBCT em implantodontia e endodontia.

Gabarito: B

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