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Q4069874 Medicina
Homem, 48 anos, em tratamento para sarcoma de partes moles, dá entrada em pronto atendimento devido a quadro febril aferido (38,2 ºC) e calafrios, iniciados cerca de 30 minutos após o término da infusão de seu protocolo quimioterápico via cateter totalmente implantável (portocath localizado em subclávia direita). Ao exame físico, o local de punção do portocath não demonstra sinais flogísticos. Foi realizada coleta de hemoculturas pareadas (uma de acesso periférico e uma do portocath) antes do início de antibioticoterapia empírica com vancomicina sob regime de internamento. Após 48 horas, o laboratório de microbiologia confirma resultados de ambas as hemoculturas positivas para Staphylococcus aureus sensível à oxacilina e vancomicina. Foi realizado ecotransesofágico, que não demonstrou sinais de endocardite. A respeito do caso exposto, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em CRBSI por Staphylococcus aureus, a conduta indicada é retirar o cateter; se o isolado é MSSA, a terapia definitiva deve ser com beta-lactâmico antiestafilocócico, e a duração mínima nos casos não complicados é de 14 dias.

Tema central: Bacteremia por cateter
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque mantém o cateter. Em bacteremia relacionada a cateter por S. aureus, a retirada do dispositivo é a conduta padrão. A oxacilina está adequada para MSSA, mas não compensa a falha no controle do foco.
B
Errada
Errada porque, embora retire o cateter, mantém vancomicina como terapia definitiva mesmo com MSSA. Além disso, 10 dias é inferior à duração mínima recomendada de 14 dias nos casos não complicados.
C
Certa
A alternativa C é a que se ajusta ao cenário de bacteremia relacionada a portocath por MSSA. O enunciado confirma S. aureus nas hemoculturas pareadas, sem endocardite ao ecotransesofágico, o que favorece a conduta de retirar o dispositivo e descalonar a vancomicina para oxacilina. A duração de no mínimo 14 dias é a compatível com infecção não complicada por S. aureus associada a cateter.
D
Errada
Incorreta por propor preservação do cateter e antibiótico apenas pela punção do dispositivo. Essa estratégia não é a melhor conduta em bacteremia por S. aureus associada a cateter, em razão do risco de falha terapêutica e persistência da infecção.
E
Errada
Apesar de retirar o cateter, erra ao manter vancomicina como terapia definitiva para MSSA e ao propor apenas 5 a 7 dias, tempo insuficiente para bacteremia confirmada por S. aureus.
Pegadinha da questão
A questão mistura três armadilhas: ausência de sinais flogísticos no sítio do portocath, ETE negativo e uso inicial de vancomicina. Nenhuma dessas informações autoriza preservar o cateter, manter vancomicina como terapia definitiva no MSSA ou reduzir a duração abaixo de 14 dias.
Dica para questões semelhantes
  • Em bacteremia relacionada a cateter por S. aureus, pense primeiro em retirada do dispositivo.
  • Se o S. aureus for sensível à oxacilina, prefira beta-lactâmico antiestafilocócico em vez de vancomicina.
  • ETE negativo não permite encurtar a terapia para menos de 14 dias quando o caso é não complicado.
  • Ausência de inflamação local não exclui infecção do cateter.

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