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Q3541524 Odontologia

Os avanços na odontologia estética tem levado ao desenvolvimento de materiais restauradores e protéticos inovadores, proporcionando resultados altamente estéticos e funcionais. Resinas compostas nanoparticuladas são amplamente utilizadas para restaurações diretas em dentes anteriores, oferecendo uma excelente estética e durabilidade. Esses materiais estéticos permitem aos profissionais da odontologia criar restaurações e próteses que não apenas restauram a função mastigatória, mas também proporcionam um sorriso natural e atraente aos pacientes.


Qual das seguintes afirmações sobre o dissilicato de lítio como material protético é verdadeira? 

Alternativas

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Tema central: Materiais cerâmicos para prótese, com foco no dissilicato de lítio (vidro-cerâmica) e suas propriedades estéticas, mecânicas e indicações clínicas.

Alternativa correta: CO dissilicato de lítio possui alta translucidez, permitindo mimetizar o esmalte e a dentina, resultando em integração de cor e naturalidade superior, especialmente em dentes anteriores. Sua microestrutura (cristais de dissilicato em matriz vítrea) favorece transmissão/espalhamento de luz, o que explica a estética previsível quando bem estratificado e cimentado adesivamente. Evidências: alta estabilidade de cor e desempenho estético relatados em revisões e manuais consagrados (Rosenstiel et al., Contemporary Fixed Prosthodontics; Kelly & Benetti, Dent Mater; Sailer et al., J Dent Res).

Por que as demais estão incorretas?

A) “Propenso a descoloração.” — Incorreta. O dissilicato de lítio é quimicamente estável e apresenta excelente estabilidade de cor a longo prazo; diferente de resinas compostas, não sofre degradação cromática significativa quando bem glazado e cimentado (Heintze & Rousson; ADA/UpToDate em próteses cerâmicas).

B) “Não é adequado para posteriores por fragilidade.” — Incorreta. Indicado para onlays, inlays, overlays e coroas unitárias posteriores quando se respeita espessura mínima e cimentação adesiva. Sua resistência flexural (~360–500 MPa) é suficiente para unitários posteriores, com altas taxas de sobrevivência em 5–10 anos (Sailer et al., 2015; Rosenstiel et al.). Não é indicado para pônticos extensos, o que é diferente de “não adequado para posteriores”.

D) “Mais suscetível a fraturas que zircônia.” — Incorreta por generalização. Embora a zircônia tenha maior tenacidade à fratura e resistência flexural, os desfechos clínicos dependem de desenho, espessura e adesão. Coroas de dissilicato de lítio monolíticas cimentadas adesivamente mostram taxas de fratura comparáveis ou melhores do que zircônia estratificada, que apresenta chipping da porcelana de recobrimento (Sailer et al.; Kelly & Denry). Portanto, dizer “é mais suscetível” de forma absoluta é impreciso e contraria a evidência clínica contemporânea.

Estratégia para a prova: identifique palavras-chave: translucidez/estética (aponta dissilicato de lítio), estabilidade de cor (cerâmicas vítreas), indicações em posteriores (unitários com adesão), e desconfie de afirmações absolutas sobre fratura sem contexto de desenho e cimentação.

Referências essenciais (para aprofundar): Rosenstiel, Land & Fujimoto – Contemporary Fixed Prosthodontics; Sailer I. et al., J Dent Res (meta-análises de cerâmicas); Kelly & Benetti, Dental Materials; UpToDate – Ceramic materials in fixed prosthodontics.

Gabarito: C

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