O tratamento para o câncer de próstata metastático resisten...

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Q4069873 Medicina
O tratamento para o câncer de próstata metastático resistente à castração passou por mudanças protocolares recentes, gerando novos padrões de prescrições e necessidades de análise de efeitos colaterais possíveis. Sobre os novos agentes antiandrogênicos (ARPIs) e seus efeitos colaterais, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pela distinção farmacológica entre abiraterona e os demais ARPIs: a presença de inibição da CYP17 no enunciado aponta para o agente cuja toxicidade endócrino-mineralocorticoide sustenta o gabarito.

Tema central: Efeitos adversos dos ARPIs
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui à darolutamida um maior risco de convulsões, quando o perfil comparativo da droga é de menor penetração pela barreira hematoencefálica e, por isso, menor toxicidade em sistema nervoso central em relação a outros antagonistas do receptor androgênico. O erro é inverter a relação entre penetração no SNC e eventos neurológicos.
B
Errada
Está errada porque a coadministração de prednisona para reduzir efeitos de excesso mineralocorticoide é característica da abiraterona, não da enzalutamida. Hipertensão e hipocalemia nesse contexto decorrem do bloqueio da CYP17, mecanismo que a enzalutamida não possui, pois ela atua como antagonista do receptor androgênico.
C
Certa
A alternativa C está correta porque relaciona adequadamente o mecanismo farmacológico da abiraterona com seus efeitos adversos. A inibição da CYP17 bloqueia a síntese de andrógenos e também de cortisol. Essa queda do cortisol pode levar a hipocortisolismo e desencadear aumento compensatório de ACTH, favorecendo excesso mineralocorticoide secundário, cuja manifestação típica inclui hipocalemia e hipertensão. Esse é o perfil endócrino característico da abiraterona e é justamente o ponto que a distingue de enzalutamida, apalutamida e darolutamida.
D
Errada
Está errada porque a menor penetrância pela barreira hematoencefálica e o menor perfil de efeitos adversos em SNC são atribuídos à darolutamida, não à apalutamida. O erro é trocar o perfil farmacocinético comparativo entre os antiandrogênicos de nova geração.
E
Errada
Está errada porque o rash cutâneo maculopapular não é um efeito comum uniforme a todos os ARPIs. Pela base, essa associação é mais característica da apalutamida, e não pode ser generalizada para toda a classe. Além disso, não há base para afirmar genericamente que a quimioterapia concomitante reduz sua incidência.
Pegadinha da questão
A banca mistura a abiraterona com os antagonistas diretos do receptor androgênico e ainda troca darolutamida por apalutamida no perfil de SNC; o acerto depende de separar mecanismo enzimático da abiraterona de toxicidades dos demais agentes.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa citar CYP17, cortisol, ACTH, hipocalemia ou hipertensão, pense primeiro em abiraterona.
  • Prednisona associada para mitigar efeitos mineralocorticoides aponta para abiraterona, não para enzalutamida.
  • Para toxicidade em SNC, compare a penetração pela barreira hematoencefálica: darolutamida tende a menor efeito central relativo.
  • Não generalize efeito adverso de um ARPI para toda a classe sem apoio explícito; rash é mais ligado à apalutamida.

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