Na odontologia, os materiais odontológicos desempenham um p...
Na odontologia, os materiais odontológicos desempenham um papel fundamental. Qual das seguintes afirmações sobre materiais odontológicos é verdadeira? Selecione todas as alternativas verdadeiras.
I - As resinas compostas são frequentemente usadas para restaurações estéticas em dentes anteriores.
II - A amálgama de prata é o material de escolha para todas as restaurações dentárias, independentemente da localização na boca.
III - As ligas de níquel-titânio são comumente utilizadas para fazer fios ortodônticos devido à sua alta flexibilidade.
IV - O ouro é um material odontológico amplamente usado para coroas, especialmente em dentes posteriores.
V - A porcelana é o material mais adequado para restaurações de resina em dentes anteriores.
Gabarito comentado
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Tema central: seleção e indicação de materiais odontológicos conforme propriedades físicas, estéticas e uso clínico. A prova explora palavras-chave absolutas (ex.: “todas”, “amplamente”) e confusões de termos (resina x porcelana).
Gabarito: Alternativa B — Itens I e III verdadeiros.
I. Verdadeiro — Resinas compostas são preferidas em dentes anteriores por sua estética (cor, translucidez, fluorescência) e adesão ao esmalte/dentina via sistema adesivo, permitindo preparos conservadores. Também podem ser usadas em posteriores quando há bom controle de umidade. (Referências: Phillips’ Science of Dental Materials; Craig’s Restorative Dental Materials; Summitt – Operative Dentistry).
III. Verdadeiro — Ligas NiTi em ortodontia possuem superelasticidade e módulo elástico baixo, oferecendo forças leves e contínuas, ideais para alinhamento/nível inicial. A “flexibilidade” citada traduz esses comportamentos mecânicos. (Referências: Proffit – Contemporary Orthodontics; ISO 15841 fios ortodônticos).
Por que as demais estão incorretas?
II. Falso — Dizer que a amálgama é “material de escolha para todas as restaurações” é incorreto. Em anteriores, falha esteticamente; adesivos modernos favorecem resinas em muitas situações; além disso, há restrições e redução de uso em vários países (ex.: Minamata). Amálgama segue útil em cavidades extensas e quando há dificuldade de isolamento, mas não é universal. (ADA; Craig’s; Phillips).
IV. Falso — O ouro fundido é excelente (biocompatível, durável) para coroas posteriores, porém “amplamente usado” não reflete a prática atual: o uso caiu por custo e pela preferência por cerâmicas (zircônia, dissilicato) e metalocerâmica. Logo, a generalização está desatualizada. (Craig’s; Phillips).
V. Falso — Porcelana é cerâmica, não “material mais adequado para restaurações de resina”. Em anteriores, para restaurações diretas, o material é a resina composta. A porcelana é indicada em indiretas (lentes/laminados, coroas), não como “resina”. A afirmação mistura categorias. (Summitt; Phillips).
Estratégia para a prova: desconfie de termos absolutos (“todas”, “sempre”, “amplamente”) e de trocas de nomenclatura (resina ≠ porcelana). Valide a indicação clínica pela propriedade do material: estética/adesão (resina), superelasticidade (NiTi), durabilidade/custo (ouro), longevidade vs estética/isolamento (amálgama).
Referências recomendadas: Phillips’ Science of Dental Materials (Anusavice/Shen/Rawls), Craig’s Restorative Dental Materials (Sakaguchi & Powers), Summitt’s Fundamentals of Operative Dentistry, Proffit – Contemporary Orthodontics; posicionamentos ADA sobre amálgama e Minamata.
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