Mulher, 28 anos, apresenta icterícia, fadiga e dores abdomi...

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Q3986699 Biomedicina - Análises Clínicas
Mulher, 28 anos, apresenta icterícia, fadiga e dores abdominais. Após suspeita de hepatite, foi solicitado exame de ultrassom, cujo resultado apresentou sinais de inflamação do órgão. Os exames laboratoriais mostraram AST 150 U/L, ALT 180 U/L e bilirrubina total 3,2 mg/dL. Nesse cenário, qual exame complementar é mais indicado e acessível para diferenciar hepatite viral de outras causas? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na investigação inicial de hepatite com suspeita de etiologia viral, o exame mais indicado e acessível é a pesquisa de marcadores sorológicos específicos; testes bioquímicos, ultrassom e coagulograma avaliam lesão ou gravidade, mas não definem a causa viral, e PCR não é a opção inicial mais acessível para triagem etiológica ampla.

Tema central: Sorologia para hepatites virais
Análise das alternativas
A
Errada
A PCR detecta material genético viral, mas não é o exame mais acessível nem a melhor abordagem inicial ampla para diferenciar hepatite viral de outras causas. Seu papel é mais direcionado a confirmação, detecção viral ou monitoramento em contextos selecionados. A questão pede exame etiológico inicial e acessível, critério atendido melhor pela sorologia.
B
Errada
ELISA é uma técnica que pode ser usada na sorologia, mas a alternativa nomeia a plataforma metodológica, não o tipo de exame etiológico pedido. O que a questão cobra é sorologia viral para hepatites A, B e C. Além disso, a própria base destaca que nem toda investigação de HAV, HBV e HCV é adequadamente resumida como um único "ELISA para A, B e C".
C
Errada
Exames bioquímicos complementares podem detalhar padrão de lesão hepática, colestase, função e gravidade, mas continuam avaliando repercussão da hepatopatia, não a sua causa específica. Eles não diferenciam, por si, hepatite viral de etiologias não virais.
D
Certa
A sorologia viral é o exame etiológico inicial mais adequado porque identifica marcadores imunológicos específicos de infecção pelos vírus das hepatites A, B e C. No cenário descrito, AST, ALT, bilirrubina e ultrassom sustentam a presença de hepatopatia inflamatória, mas não distinguem causa viral de causas tóxicas, medicamentosas, alcoólicas, autoimunes ou outras. Entre as opções, a sorologia é a estratégia mais acessível e apropriada para essa diferenciação etiológica inicial.
E
Errada
O coagulograma avalia função de síntese hepática e gravidade da hepatopatia, especialmente repercussão funcional, mas não identifica etiologia viral. Portanto, é exame de avaliação prognóstica/funcional, não de definição causal nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tomar PCR como melhor exame apenas por ser mais sofisticado, apesar de menos acessível para triagem etiológica inicial, e confundir ELISA, que é uma técnica, com a resposta conceitualmente correta, que é sorologia viral.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mostra AST, ALT, bilirrubina ou ultrassom alterados, pense primeiro em lesão hepática; isso não basta para definir etiologia viral.
  • Quando a pergunta pedir diferenciação entre hepatite viral e outras causas, o exame inicial etiológico é a pesquisa de marcadores sorológicos específicos.
  • PCR em hepatites deve ser lembrada como teste molecular útil em situações selecionadas, não como exame mais acessível de triagem ampla.
  • Separe tipo de exame de método: sorologia é a finalidade diagnóstica; ELISA pode ser apenas uma das técnicas usadas para executá-la.

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