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Q3700038 Educação Artística
Ao contextualizar a prática pedagógica da abordagem triangular ver/ler (a obra de arte), contextualizar e o fazer artístico, novas dimensões emergem, considerando a realidade e o percurso histórico do ensino da arte no Brasil. A abordagem triangular, nesse contexto, assume a forma de um zigue-zague em nossas práticas, desdobrando-se na dimensão/relação e no processo de ensino-aprendizagem sujeito/objeto. Nesse cenário, todas as pessoas envolvidas tornam-se protagonistas e mediadas para um pensamento crítico e libertário, revelando as epistemologias fundamentais do pensamento freiriano e os cruciais atravessamentos para o ensino da arte. Não se trata de um triângulo engessado, mas de um triângulo que se desmonta, assemelhando-se à obra "Bichos" (1960), de Lygia Clark, na qual a artista cria pequenas feras ou animais que, de alguma forma, assumem formas animadas ou vivas. Analogamente à escultura da artista, a abordagem triangular transfigura-se conforme as realidades em processo de aprendizado, visando à leitura, à produção, ao pensamento crítico, à reflexão sobre a arte e suas poéticas e territorialidades. Qual dos seguintes elementos NÃO caracteriza a abordagem triangular no contexto do ensino da arte? 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a Abordagem Triangular no ensino da arte, sistematizada por Ana Mae Barbosa, e sua aplicação prática no contexto educacional brasileiro.

Conceitos essenciais: Essa abordagem integra três eixos fundamentais: ver/ler (leitura e apreciação da obra de arte), contextualizar (refletir sobre os contextos históricos e culturais da arte) e fazer artístico (prática e criação). O objetivo é desenvolver uma aprendizagem significativa, crítica e emancipadora, formando indivíduos autônomos diante da arte e do mundo.

A Abordagem Triangular não é rígida; ela se assemelha às obras “Bichos”, de Lygia Clark, que mudam de forma conforme a interação, indicando que o ensino da arte deve ser flexível e adaptativo. Isso reflete os princípios de Paulo Freire: o ensino como construção conjunta, dialógica e libertadora.

Justificativa para a alternativa correta (B):

B) A rigidez de um triângulo imutável.

Esta alternativa NÃO caracteriza a abordagem triangular conforme exposta por Ana Mae Barbosa. O triângulo é uma metáfora visual para mostrar três dimensões interligadas; porém, a autora reforça que, na prática, não há ordem fixa nem rigidez. O processo é dinâmico, aberto e deve ser adaptado às diferentes realidades dos alunos e contextos escolares. Portanto, a rigidez do triângulo é oposta à essência do modelo.

Análise das alternativas incorretas:

A) A interrelação entre ver/ler, contextualizar e o fazer artístico.
Correta na proposta da abordagem triangular: articulação dos três eixos é base do método.

C) A centralidade do sujeito/objeto no processo de ensino-aprendizagem.
Correta, pois valoriza a relação ativa do aluno (sujeito) com a arte (objeto), promovendo protagonismo na construção do conhecimento.

D) O papel do pensamento crítico e libertário na prática pedagógica.
Correta, já que o pensamento freiriano influencia diretamente a proposta, buscando emancipação dos alunos pela arte.

E) A transfiguração dinâmica da abordagem triangular conforme as realidades educacionais e as poéticas artísticas em evolução.
Correta: a abordagem é mutável e responsiva, apoiando-se na reinvenção de acordo com cada contexto.

Estrategicamente, atenção a palavras como “rigidez”, “imutável” e “todas” em provas: costumam indicar alternativas incorretas ou generalizações indevidas na área das humanidades.

Referência: Ana Mae Barbosa – “A Imagem no Ensino da Arte”.

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