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Q3700036 Educação Artística
Com a inserção da tecnologia na arte, emergiram diversas correntes de pensamento, e alguns estudiosos consideravam esse fenômeno de forma positiva, enquanto outros questionavam a presença da máquina no meio artístico, uma vez que esta desafiava as concepções tradicionais de arte. Um desses pensadores notáveis foi o autor que abordou a perspectiva da modernidade na arte em seu livro de 1936. Uma obra de arte, vista como um culto que evocava, de certo modo, aspectos religiosos, passou por questionamentos com o advento da fotografia e do filme, que são formas artísticas originadas da tecnologia. A interrogação sobre a consideração do digital como arte foi posta em discussão, implicando uma reavaliação do valor de culto presente na fotografia e nos filmes. Explorando as reflexões presentes no trabalho de 1936, que discute a modernidade na arte, questiona-se se o digital pode ser categorizado como arte. Nesse meio, o autor perde a interatividade com o público, passando a se dirigir a uma câmera. O autor ressalta que, no cinema, a realidade é completamente manipulada, enquanto no palco essa manipulação não é possível. A introdução da tecnologia resultou em um novo padrão de consumo artístico, associado por esse autor à industrialização e aos interesses econômicos, por exemplo, quando a realização de um filme tem o intuito de servir a propósitos políticos. Além disso, na era digital, a obra pode ser reproduzida e distribuída em diversas cópias pelo mundo, facilitando o acesso a ela. Outro aspecto crucial na discussão sobre a obra de arte é a aura e o culto. No contexto cinematográfico, a obra perde seu foco principal na história e nos autores, culminando na ausência de ênfase em detalhes fundamentais que poderiam ser facilmente percebidos em uma peça teatral. Na perspectiva desse autor, os meios de comunicação alteraram significativamente a concepção de arte, provocando um impacto substancial tanto no campo artístico quanto na sociedade. Qual autor, discutido no texto apresentado, expressa a perspectiva de que a integração da tecnologia na arte desafia a definição tradicional de arte, particularmente no contexto do digital?
Alternativas

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Tema central: A questão explora como a inserção da tecnologia na arte desafia definições tradicionais, enfocando o conceito de “aura” da obra de arte e as consequências do fenômeno da reprodutibilidade técnica tal como discutidos por Walter Benjamin em 1936.

Conceitos Fundamentais:

- Aura: Para Benjamin, a aura é o valor único, autêntico, da obra de arte, relacionada ao seu “aqui e agora” irrepetível. A reprodução técnica (fotografia, cinema, meios digitais) faz com que a obra perca essa singularidade.

- Reprodutibilidade Técnica: Novas tecnologias permitem que obras de arte sejam copiadas e distribuídas em massa, alterando sua relação com o público e sua função social. Isso tornou a arte mais acessível, mas também colocou em xeque seu valor de culto e sua autenticidade.

- Valor de culto vs. valor de exposição: Historicamente, o valor de culto relacionava a arte a rituais religiosos. Com a reprodução técnica, há uma troca por um valor de exposição, tornando a arte objeto de consumo e circulação massiva.

Justificativa da alternativa correta (E – Walter Benjamin): Benjamin, no ensaio “A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica” (1936), reflete exatamente sobre as transformações trazidas pela tecnologia no campo artístico. Ele argumenta que o cinema, a fotografia e, por extensão, o digital, questionam a aura e as funções tradicionais da arte. O enunciado cita expressamente pontos centrais do pensamento de Benjamin, como a relação com a máquina, o novo padrão de consumo artístico e a questão da aura.

Análise das alternativas incorretas:

A) Michel Foucault: Estudou as relações de poder, saber e discurso, mas não se debruçou sobre a temática da reprodutibilidade técnica da arte nos anos 1930 ou sobre o tema da aura.

B) Jacques Derrida: Envolveu-se com desconstrução e filosofia da linguagem, não abordando o impacto da tecnologia sobre a arte dessa forma específica.

C) Roland Barthes: Destacou-se pelos estudos de semiótica, discurso e autoria, mas não trabalhou o conceito de aura nem a discussão proposta por Benjamin.

D) Guy Debord: Estudou a sociedade do espetáculo, tema distinto da reprodutibilidade e da aura.

Estrategicamente: Atenção à data de 1936, à discussão sobre “aura”, “reprodutibilidade técnica” e à relação entre arte e tecnologia. Essas palavras-chave direcionam claramente à obra de Walter Benjamin.

Resumo: Para questões dessa natureza, foque nas definições técnicas, recorra à relação entre termos e autores, e busque sempre elementos cronológicos e conceituais que confirmem sua escolha.

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