A avaliação e reabilitação de pacientes com lesões neurológ...
I. Na Doença de Parkinson, a disfagia está frequentemente associada à disartria hipocinética, manifestando-se por redução da excursão laríngea, resíduos em valéculas e seios piriformes, e o comprometimento da fase oral e faríngea da deglutição, com redução da velocidade dos movimentos.
II. A disfagia pós-AVE de tronco encefálico tende a apresentar disfunções mais graves e complexas da deglutição do que as lesões corticais isoladas, pois afeta diretamente os centros neurais responsáveis pela coordenação sucção-deglutição-respiração e os nervos cranianos relacionados.
III. A presença de "mask-like face" e bradicinesia em pacientes com Doença de Parkinson impacta predominantemente a articulação dos fonemas, enquanto a ressonância da voz (hipernasalidade) é um achado comum e precoce, sendo facilmente compensado por exercícios de fala em intensidade elevada.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Gabarito: A - I e II apenas.
Tema central da questão: A questão aborda a avaliação da fala e deglutição em pacientes com Doença de Parkinson (DP) e Acidente Vascular Encefálico (AVE), focando nos transtornos motores e de linguagem que afetam a comunicação e a alimentação, temas essenciais em concursos de fonoaudiologia.
Resumo teórico:
Disfagia neurogênica é uma alteração na deglutição causada por comprometimento neurológico, comum em DP e AVE.
Disartria hipocinética é típica da DP, apresentando fala monótona, articulação imprecisa e redução do movimento muscular.
No AVE de tronco encefálico, a disfagia tende a ser mais grave porque lesiona centros críticos da deglutição e nervos cranianos.
A hipernasalidade não é achado precoce em DP; os acometimentos predominam na articulação e prosódia, sendo a voz frequentemente monótona e baixa.
Justificativa da alternativa correta:
I – CORRETA. A DP realmente associa disfagia à disartria hipocinética, com dificuldades na fase oral e faríngea, e sinais como resíduos alimentares em valéculas e seios piriformes, além de movimentos lentificados (ver: ASHA, 2022; Ortiz, 2020).
II – CORRETA. O AVE de tronco provoca disfagias mais graves por afetar diretamente centros neurais de deglutição e nervos cranianos (cf. Manual de Fonoaudiologia, Ferreira & Befi-Lopes, 2015).
Análise das alternativas incorretas:
III – INCORRETA. Embora a “mask-like face” e a bradicinesia impactem a articulação, a hipernasalidade não é sinal precoce ou comum na DP. O problema vocal predominante é redução de intensidade e monotonia. Exercícios de fala de alta intensidade (por exemplo, LSVT LOUD) atuam na intensidade vocal, não na ressonância nasal.
Assim, as opções C e D estão erradas por incluírem o item III, e a opção B desconsidera o item I, que está correto.
Estratégias para acertar questões desse tipo:
- Atenção aos termos técnicos e sintomas-chave das doenças.
- Procure por generalizações exageradas ou afirmações incompatíveis com a literatura.
- Compare com sua experiência clínica e fontes confiáveis como ASHA, livros-texto da área e manuais do CFFa.
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