Leia o caso clínico.Paciente de 46 anos, masculino, previame...
Leia o caso clínico.
Paciente de 46 anos, masculino, previamente sadio, refere febre alta aferida e diária há cinco dias, acompanhada inicialmente de cefaleia, náuseas e mialgia. Há um dia queixa-se de vômitos persistentes e lipotimia, além de perceber declínio da febre. Chegou ao pronto socorro há uma hora com taquicardia, extremidades distais frias, pulso filiforme, enchimento capilar lento e pressão arterial convergente.
De acordo com o Ministério da Saúde, ele apresenta critérios
clínicos para um caso suspeito de
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Tema central: Esta questão aborda o reconhecimento e manejo de dengue grave em contexto clínico, exigindo a identificação de sinais de choque associados à evolução dessa doença infecciosa comum em nosso meio.
Justificativa para a alternativa correta (D – dengue grave):
O paciente de 46 anos apresenta febre alta por cinco dias seguida de sintomas como cefaleia, náuseas, mialgias e, na fase de declínio febril, desenvolvimento de vômitos persistentes e lipotimia. Ao exame físico, chama atenção para taquicardia, extremidades frias, pulso filiforme, enchimento capilar lento e pressão arterial convergente. Segundo o Ministério da Saúde (Dengue: diagnóstico e manejo clínico – sinais de choque), estes são critérios clássicos de choque hipóvolêmico decorrente de extravasamento plasmático em dengue grave. Destaque: a associação entre período de defervescência e sinais de instabilidade hemodinâmica deve sempre levantar suspeita de dengue grave!
Conforme o documento oficial citado: “SINAIS DE CHOQUE: Taquicardia. Extremidades distais frias. Pulso fraco filiforme. Enchimento capilar lento. Pressão arterial convergente...” Destaca-se que detectar esses achados na fase crítica (após o declínio da febre) define dengue grave e exige conduta imediata com reposição volêmica guiada por protocolos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Sepse por pneumonia estafilocócica: Não há no caso relatos de tosse, expectoração, dispneia ou estertores pulmonares. O padrão febril súbito, antecedentes epidemiológicos e ausência de foco respiratório afastam essa hipótese.
B) Síndrome cardiopulmonar por hantavírus: Caracteriza-se por síndrome febril aguda com edema pulmonar e insuficiência respiratória, quadros que não aparecem no relato. Não há sintomas respiratórios nem edema.
C) Sepse por meningite por Haemophilus influenzae: A ausência de rigidez de nuca, sinais meníngeos ou rebaixamento do nível de consciência torna esta hipótese pouco provável.
Estratégias para provas: Fique atento a frases como “declínio da febre” + sinais de choque e a descrição objetiva dos achados do choque circulatório — são indícios de dengue grave segundo a diretriz nacional. Cuidado: febre persistente sugeriria outra infecção; episódios de tosse, dispneia ou sinais meníngeos mudariam o diagnóstico!
Resumo importante: Na fase crítica da dengue, o extravasamento plasmático pode levar rapidamente a choque, configurando a dengue grave. O conhecimento sobre sinais clínicos de gravidade é essencial conforme recomenda o Ministério da Saúde.
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