Vivemos um momento em que as crianças têm tido amplo
acesso à informação. A mídia, através das propagandas,
novelas, programas de TV, inclusive aqueles dirigidos ao
público infantil, têm procurado explorar com bastante
frequência cenas erotizadas dos mais diversos tipos.
Alguns programas abordam a sexualidade de forma jocosa
e discriminatória, como têm mostrado algumas pesquisas.
É possível observar, ainda, o quanto homens e mulheres,
meninos e meninas, são vistos de forma estereotipada,
mostrando o homem como agressivo, forte, racional,
ousado, empreendedor, e a mulher, como sensual, passiva,
frágil, sentimental.
Outro aspecto que merece atenção diz respeito às imagens
transmitidas pelos veículos de comunicação com relação às
mulheres. Quando não aparecem associadas à
sexualidade, são retratadas de forma infantilizada.
Apesar de toda a informação disponível à criança hoje,
muitos pais se negam a discutir as questões ligadas a sexo
e sexualidade, com receio de que isto vá despertar um
comportamento precoce. Muitas vezes, na tentativa de
preservarem a “inocência” infantil, os pais recorrem a
explicações mágicas para esclarecer questões ligadas à
sexualidade, confundindo ainda mais a criança.
Nesse sentido, a escola tem o dever de:
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