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Q2658826 Enfermagem

A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação dos agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde 48 imunobiológicos: 31 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas. Essas vacinas incluem tanto as presentes no Calendário Nacional de Vacinação quanto as indicadas para grupos em condições clínicas especiais, aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e inclui também as vacinas COVID-19 e outras administradas em situações específicas (MS, 2024). Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:

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Alternativa correta: C

A questão aborda a importância da vacinação como uma estratégia eficaz para a saúde pública e a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Além disso, ela enfatiza as situações especiais e contraindicações relacionadas à vacinação.

A alternativa C está correta porque define claramente o conceito de contraindicação em vacinação. Contraindicação é uma condição que aumenta significativamente o risco de eventos adversos graves ou faz com que o risco de complicações da vacina supere o risco da doença que se deseja prevenir. A alternativa menciona que a hipersensibilidade (reação anafilática) a uma dose anterior ou a qualquer componente da vacina são contraindicações. Além disso, estabelece que a ocorrência de febre acima de 38,5ºC após a administração de uma vacina não é uma contraindicação para doses subsequentes, bastando administrar antitérmico conforme prescrição médica.

Vamos entender por que as outras alternativas estão incorretas:

Alternativa A: Embora destaque a necessidade de avaliar particularidades em usuários de corticosteroides, a informação sobre o intervalo de 45 dias após a suspensão da droga está incorreta. A dose imunossupressora relevante é de 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente para crianças e acima de 20 mg/dia para adultos por tempo superior a 14 dias. Doses inferiores, mesmo prolongadas, não contraindicam a vacinação, mas um intervalo de 45 dias é impreciso.

Alternativa B: Esse item está parcialmente correto ao mencionar a necessidade de avaliação individual de crianças filhas de mães HIV positivas, mas a exigência de prescrição não é uma regra geral para todas as vacinas. Algumas vacinas podem ser aplicadas conforme protocolos específicos sem necessidade de prescrição individual.

Alternativa D: Esta alternativa está incorreta ao mencionar um intervalo de 120 dias para vacinar após o uso de corticoides. O intervalo correto é de 30 dias após a suspensão do tratamento imunossupressor. Além disso, a vacinação após uso de imunoglobulinas, sangue ou hemoderivados deve ser adiada por 3 a 11 meses, dependendo do produto e da vacina.

Alternativa E: A afirmativa de que usuários com imunodeficiência grave não devem receber nenhum tipo de vacina está incorreta. Dependendo da situação, algumas vacinas inativadas podem ser administradas a indivíduos imunodeprimidos. Além disso, o prazo de 12 a 15 meses para revacinação após transplante de medula óssea deve seguir orientações específicas dos CRIEs.

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Questões erradas:

A: Dose de corticoides para adultos é 20 mg/dia (não mg/kg); intervalo após suspensão é 30 dias (não 45).

• B: Crianças de mães com HIV assintomáticas não exigem prescrição para vacinação de rotina.

D: Adiamento para corticoides é geralmente 30 dias (não 120); para imunoglobulinas, o período varia (não é uniforme 120 dias).

E: Pacientes com imunodeficiência podem receber vacinas inativadas; revacinação pós-transplante é em 6-12

meses (não 12-15)

A) O manual define que doses de corticosteroides são consideradas imunossupressoras quando iguais ou superiores a 2 mg/kg/dia para crianças (com até 10 kg) ou 20 mg/dia para adultos, por período de 14 dias ou mais. A alternativa cita incorretamente 4 mg/kg/dia. Além disso, o intervalo para vacinação após a suspensão da droga é de um mês (30 dias), e não 45 dias.

B) Embora crianças expostas ao HIV devam seguir um calendário específico até os 18 meses e o uso de produtos do Crie exija prescrição médica e relatório clínico, a afirmação de que a avaliação deve ser feita "preferencialmente pela mesma equipe que atende à mãe" não é uma norma técnica expressa nos trechos do manual fornecidos.

D) O prazo de adiamento para usuários de corticoide é de 30 dias após a suspensão, e não 120 dias. Os intervalos para vacinas vivas após o uso de imunoglobulinas ou derivados do sangue variam de 3 a 11 meses, dependendo do produto e da dose.

E) Indivíduos com imunodeficiência grave podem e devem receber vacinas, desde que sejam inativadas (não vivas), pois estas são seguras para esse grupo. Quanto ao transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), a revacinação deve ser iniciada de 3 a 12 meses após o procedimento, e não entre 12 e 15 meses.

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