Um homem de 73 anos recebe o diagnóstico de depressão. Ele ...
Um homem de 73 anos recebe o diagnóstico de depressão. Ele não tem problemas médicos significativos. A memória e a cognição estão intactas. O médico prescreve paroxetina 20 mg via oral pela manhã. Duas semanas depois, ele é levado ao pronto-socorro por sua família e está com desorientação, náusea e fraqueza.
Qual exame laboratorial tem maior probabilidade de estabelecer seu diagnóstico?
Gabarito comentado
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Tema central: Hiponatremia induzida por ISRS (Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético - SIADH) em paciente idoso tratado com paroxetina. É um diagnóstico diferencial essencial em Psiquiatria para idosos em uso dessa classe de antidepressivos.
Explicação didática: A paroxetina é um ISRS, frequentemente associada à SIADH em idosos, levando à retenção hídrica e consequente baixa concentração plasmática de sódio (hiponatremia).
No caso apresentado, o paciente desenvolveu desorientação, náusea e fraqueza logo após o início da medicação, sintomas típicos de hiponatremia aguda, ainda mais suspeita pela faixa etária e pelo início recente do tratamento.
Por isso, a alternativa correta é: C) Sódio
Justificativa:
Segundo tratados clássicos como Kaplan & Sadock’s Synopsis of Psychiatry e a bula do Paxil®, idosos têm risco aumentado para hiponatremia com ISRS. O teste que confirma a suspeita clínica é a dosagem do sódio sérico. Alterações de sódio explicam perfeitamente os sintomas neuropsiquiátricos no paciente idoso sob ISRS.
Análise das alternativas incorretas:
A) Lipase: Avalia pancreatite, que não é sugerida nem plausível nesse contexto clínico.
B) TSH: Disfunção tireoidiana pode causar sintomas cognitivos, mas não tem relação direta com ISRS em idosos e não explica toda a clínica.
D) Fosfatase alcalina: Utilidade restrita a doenças ósseas/hepáticas, sem relação com o caso descrito.
E) Nível sérico de paroxetina: Não há correlação entre níveis séricos do fármaco e hiponatremia/SIADH; os sintomas não indicam intoxicação direta, mas efeito colateral típico.
Estratégias de prova: Busque pistas como idade, início recente de ISRS e sintomas neurológicos/inespecíficos. Cuidado para não confundir efeitos colaterais típicos de toxicidade (“overdose”) com reações idiossincráticas (ex: SIADH). Atenção ao termo “estabelecer o diagnóstico”: sempre procure o exame confirmatório para a principal hipótese clínica!
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