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Q3617662 Psiquiatria

Uma mulher de 45 anos, com transtorno bipolar, queixa-se de amenorreia, galactorreia, diminuição da libido e anorgasmia. Ela chega ao pronto-socorro com um nível elevado de prolactina sérica e está tomando risperidona 4 mg por dia. No exame neurológico, descobre-se diminuição da visão em ambos os campos visuais laterais.



O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

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Tema central: O tema principal envolve as manifestações clínicas de hiperprolactinemia e as possíveis causas orgânicas, destacando o diagnóstico diferencial diante de sintomas psiquiátricos e neurológicos em uma paciente em uso de antipsicótico.

Explicação didática: A risperidona é conhecida por elevar os níveis de prolactina devido ao bloqueio dopaminérgico D2, podendo causar sintomas como amenorreia, galactorreia, diminuição da libido e anorgasmia. No entanto, o enunciado acrescenta um dado fundamental: diminuição da visão em ambos os campos visuais laterais. Este último sintoma sugere compressão do quiasma óptico, estrutura anatomicamente relacionada à hipófise, onde se localizam adenomas hipofisários volumosos.

Justificativa para a alternativa correta (D): Macroadenoma hipofisário (>10 mm) pode provocar hiperprolactinemia e sintomas compressivos se atingir o quiasma óptico, levando a hemianopsia bitemporal (perda dos campos visuais laterais). Os sintomas endócrinos do caso poderiam ser explicados apenas pelo uso da risperidona, porém o dado neurológico (campo visual), é crucial e aponta para um quadro expansivo local (macroadenoma).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Hemorragia talâmica: O tálamo não está relacionado a disfunção hormonal hipofisária nem a alteração de campo visual lateral.
  • B e C) AVCs parietais direitos ou esquerdos: Acidentes vasculares parietais geram déficits sensitivo-motores, raramente alterações hormonais ou esse padrão visual.
  • E) Infarto do mesencéfalo: O mesencéfalo participa de vias oculomotoras, não de regulação endócrina hipofisária, sendo raro produzir este quadro combinado.

Estratégia de leitura: Palavras-chave: “amenorreia”, “galactorreia”, “prolactina” e “diminuição da visão em ambos os campos visuais laterais”. A associação entre alteração hormonal e campo visual deve direcionar o raciocínio para lesão hipofisária (macroadenoma), evitando a pegadinha de atribuir tudo ao efeito adverso da risperidona.

Referências: Manuais como Sadock & Sadock (Compêndio de Psiquiatria) e recomendações da Associação Brasileira de Psiquiatria reforçam essa linha diagnóstica.

Resumo: O diagnóstico mais provável é Macroadenoma hipofisário devido ao conjunto de sinais hormonais e neurológicos, sendo fundamental identificar sintomas compressivos associados à hiperprolactinemia na prática clínica e em provas.

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