O primeiro passo para o manejo apropriado dos pacientes port...

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Q2643498 Medicina

O primeiro passo para o manejo apropriado dos pacientes portadores de insuficiência valvar consiste na caracterização de sua gravidade anatômica, sobretudo a identificação dos portadores de lesões anatomicamente importantes. Um exame físico e ausculta cardíaca bem feitos são de extrema importância para a suspeita diagnóstica inicial. Tendo em vista as orientações das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias, são consideradas alterações no exame físico compatíveis com insuficiência valvar aórtica importante, EXCETO:

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Tema central: A questão aborda a insuficiência aórtica importante e seus achados semiológicos no exame físico, conhecimento fundamental para o Médico Obstetra, considerando a avaliação cardiovascular em gestantes de risco ou com cardiopatias.

Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D ("Sopro diastólico aspirativo crescente com B2 hiperfonética") está incorreta em relação aos achados clássicos de insuficiência aórtica importante. O sopro diastólico típico dessa valvopatia é aspirativo, de alta frequência e decrescente, ou seja, inicia-se intenso e vai diminuindo ao longo da diástole, frequentemente com B1 hipofonética devido ao fechamento anormal da valva aórtica. Já a presença de B2 hiperfonética e um sopro diastólico crescente não são características desse diagnóstico, sendo descrição inadequada segundo as diretrizes brasileiras e literatura médica (Quadro 25 – Diretrizes Brasileiras de Valvopatias, 2020).

Análise das alternativas incorretas:

A) Sopro de Austin Flint: Sopro diastólico de baixa frequência, geralmente melhor auscultado no ápice. Decorre do impacto do jato regurgitante aórtico sobre a valva mitral, dificultando seu fechamento. É um achado típico de insuficiência aórtica importante.
B) Sopro mesossistólico de hiperfluxo: O aumento do volume sistólico no ventrículo esquerdo pelo refluxo aórtico pode gerar um sopro de hiperfluxo na valva aórtica, sendo aceitável na insuficiência aórtica significativa.
C) Divergência entre pressão sistólica e diastólica: O clássico aumento da pressão diferencial (pressão de pulso larga) é achado fundamental, devido ao aumento da pressão sistólica e queda da diastólica pela regurgitação valvar.
Portanto, todas essas alternativas apresentam achados corretos para a insuficiência aórtica importante e não devem ser assinaladas como resposta.

Dica de prova: Atenção às descrições semióticas precisas. Palavras como "crescentes" ou a associação com B2 hiperfonética são armadilhas clássicas, pois fogem do padrão semiológico descrito em diretrizes e obras referência, como Harrison’s Principles of Internal Medicine e as Diretrizes Brasileiras de Valvopatias (SBC 2020), que enfatizam o sopro diastólico decrescente e a B1 hipofonética na insuficiência aórtica.

Resumo Final: A alternativa D é a correta por não descrever achado compatível, segundo diretrizes e referências atualizadas. Dominar semiologia cardiovascular é essencial para diferenciar diagnósticos em gestantes e contextos clínicos gerais!

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Comentários

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Não faz o mínimo sentido B2 ser hiperfonetica ja que a valva não fecha direito

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