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Q3614839 Noções de Informática
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu


   Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

   O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

   Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto.

   O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

   Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

   Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline.


(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Determinada instituição está adquirindo novos microcomputadores para os setores de atendimento ao público. Um servidor técnico foi incumbido de verificar os principais componentes de hardware, a fim de garantir que as máquinas atendam às necessidades de desempenho dos sistemas internos. Sobre os componentes básicos de um microcomputador, assinale a afirmativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: C

Tema central: A questão aborda componentes básicos de hardware em microcomputadores, um tema frequente em concursos públicos, pois conhecer as funções de CPU, memória RAM e dispositivos de armazenamento é fundamental para quem vai trabalhar com tecnologia nos órgãos públicos.

Resumo teórico: O hardware de um computador é composto por peças físicas que permitem o funcionamento da máquina. Os três principais são:

  • CPU (Unidade Central de Processamento): Conhecida como o "cérebro do computador", processa instruções e executa programas.
  • Memória RAM: Armazena dados temporariamente enquanto o computador está ligado, permitindo acesso rápido às informações em uso.
  • Disco rígido (HD): Responsável pelo armazenamento permanente dos dados, arquivos e programas.

Conforme ensinam manuais como o "Conceitos Fundamentais de Informática" (Prof. Pedro Bandeira, 2022), saber distinguir as funções desses elementos é essencial para responder questões dessa natureza.

Justificativa da alternativa correta (C):
A CPU realiza o processamento das instruções dos programas e é chamada de "cérebro do computador". Ela interpreta e executa comandos, tanto aritméticos quanto lógicos, e coordena todo o funcionamento do sistema. Fonte: Manual de Hardware, Carlos Morimoto.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada: O disco rígido (HD) não é responsável pelo processamento, mas sim pelo armazenamento permanente dos dados.

B) Errada: A memória RAM não é permanente. Quando o computador é desligado, seus dados são apagados, pois é uma memória volátil.

D) Errada: A CPU não é restrita a instruções aritméticas; ela executa operações lógicas, de controle e de entrada/saída, além das aritméticas.

Dicas de interpretação:

  • Fique atento a termos como "permanente" e "processamento": confundi-los é um erro comum!
  • Desconfie de afirmações absolutas e restritivas, como "apenas instruções aritméticas". CPUs são muito mais versáteis no processamento de dados.

Resumo: Para ir bem em questões sobre hardware, relacione cada componente à sua função principal e desconfie de alternativas que misturam conceitos ou usam termos que não combinam com as funções reais das peças.

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Comentários

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O HD é armazenamento permanente, não processa nada. Quem processa é a CPU.

A RAM é volátil: armazena dados apenas enquanto o computador está ligado.

A CPU executa instruções aritméticas, lógicas, de controle e de entrada/saída, não só aritméticas.

GAB-C

A Unidade Central de Processamento (CPU) realiza o processamento das instruções dos programas, sendo considerada o cérebro do computador.

GAB: C

CPU = cérebro que pensa e decide.  (Cálculo)

Placa-mãe = corpo que conecta tudo. (Infraestrutura)

painel de controle = configurações

gerenciador de tarefas = processos

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placa-mãe e CPU (Processador) não são a mesma coisa, mas são componentes cruciais que trabalham juntos: a CPU é o "cérebro" que processa dados, enquanto a placa-mãe é a "espinha dorsal" que conecta e permite a comunicação entre a CPU e todos os outros componentes do computador

GAB: C

CPU = cérebro que pensa e decide. (Cálculo)

Placa-mãe = corpo que conecta tudo. (Infraestrutura)

painel de controle = configurações

gerenciador de tarefas = processos

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