Um paciente masculino, 49 anos, imunocompetente, apresenta ...
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Tema central: O foco da questão é tratamento empírico inicial da meningite bacteriana aguda em adulto imunocompetente, sem possibilidade de punção lombar. O tratamento empírico visa iniciar cobertura antimicrobiana imediata antes da identificação do agente etiológico, reduzindo risco de mortalidade e sequelas, conforme enfatizam as principais diretrizes.
Justificativa para a alternativa correta (E): O uso de ceftazidima + tobramicina não é o padrão para meningite comunitária em adultos imunocompetentes. No entanto, essa combinação é indicada para situações específicas, notadamente em casos de suspeita de meningite bacteriana de origem hospitalar ou associada a procedimentos neurocirúrgicos, sobretudo quando há risco aumentado para germes como Pseudomonas aeruginosa — cenário atípico para pacientes imunocompetentes sem fatores de risco hospitalar. Este pode ser o detalhe que gerou discordância no enunciado e, nesse sentido, é fundamental atentar para o contexto clínico.
Nas recomendações da SBIN (2021), UpToDate e Ministério da Saúde, o tratamento empírico de meningite bacteriana comunitária em adultos imunocompetentes deve ser iniciado com ceftriaxona ou cefotaxima + vancomicina. Essa associação cobre Streptococcus pneumoniae (incluindo resistentes), Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae.
Análise das alternativas:
A) Ampicilina: Reservada para idosos ou imunodeprimidos, visando Listeria monocytogenes. Não cobre os principais patógenos em adultos jovens imunocompetentes.
B) Vancomicina: Monoterapia é insuficiente; vancomicina é incluída em associação para cobertura de pneumococo resistente, e não cobre meningococo.
C) Ceftriaxona + vancomicina: Alternativa correta nos principais protocolos para adultos imunocompetentes. Exatamente conforme o PCDT Meningite Bacteriana (MS, 2020): "Ceftriaxona (2g IV 12/12h) + vancomicina (15-20mg/kg IV 8/8-12/12h)" — disponível na seção de tratamento empírico inicial.
D) Meropenem: Reservado para situações de alergia grave às cefalosporinas ou infecção por germes multirresistentes. Não empregado de rotina para tratamento empírico inicial.
E) Cefotazidima + tobramicina: Cobertura para Pseudomonas, preferido em infecções hospitalares/neurocirúrgicas. Não indicado para adultos imunocompetentes com meningite comunitária.
Ponto-chave de prova: Identifique o perfil do paciente (idade, comorbidades, contexto comunitário ou hospitalar) e relacione ao agente etiológico provável e ao espectro necessário dos antimicrobianos.
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Comentários
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Ceftriaxona + Vancomicina é a associação de escolha para tratamento empírico de MBA em adultos imunocompetentes na faixa etária de 2 a 50 anos. A ceftriaxona por ser uma cefalosporina por ser uma cefalosporina de 3a geração de amplo espectro e a vancomicina por ser ativo contra cepas resistentes de pneumococo. A ceftazidima não seria uma recomendação de rotina, exceto em MBA relacionada a procedimento neurocirúrgico (p.ex. associada a derivação, craniotomias, etc), pois a cefotazidima é a única cefalosporina de 3a geração ativa contra Pseudomonas aeruginosa. Fonte: Programa de Atualização Continuada em Neurologia (ABN/SECAD/ARTMED 2022).
Alguém com alguma fundamentação coerente do porquê de a alternativa correta não ser ceftriaxona + vancomicina?
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