Menino de 3 anos, previamente hígido, apresenta cefaleia hol...

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Q4039821 Medicina
Menino de 3 anos, previamente hígido, apresenta cefaleia holocraniana e febre há cerca de quatro semanas, evoluindo com irritabilidade, vômitos e rigidez de nuca. Na admissão, apresenta crise convulsiva tônico-clônica generalizada. O pai, que mora na mesma casa em que a criança, está em tratamento para tuberculose pulmonar há dois meses. Não houve rastreio dos contatos na época do diagnóstico paterno. O paciente é submetido à punção lombar e o resultado confirma o diagnóstico de meningoencefalite tuberculosa (resultado do teste rápido molecular para tuberculose positivo e sem resistência à rifampicina). De acordo com o “Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil”, de 2019, o tratamento recomendado para o caso descrito é:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019, a meningoencefalite tuberculosa em criança menor de 10 anos deve ser tratada com 2 meses de rifampicina, isoniazida e pirazinamida, seguidos de 10 meses de rifampicina e isoniazida, com corticosteroide adjuvante; no caso grave descrito, a dexametasona por 4 a 8 semanas com retirada gradual nas 4 semanas subsequentes torna a alternativa A a correta.

Tema central: TB meningoencefálica pediátrica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A reproduz exatamente a recomendação do manual de 2019 para meningoencefalite tuberculosa em crianças menores de 10 anos: fase intensiva com rifampicina, isoniazida e pirazinamida por 2 meses, seguida de fase de manutenção com rifampicina e isoniazida por 10 meses, completando 12 meses de tratamento. Além disso, inclui a corticoterapia adjuvante com dexametasona por 4 a 8 semanas, com redução gradual nas 4 semanas subsequentes, conduta indicada nos casos graves de acometimento do SNC. O TRM-TB sem resistência à rifampicina sustenta o uso de esquema para tuberculose sensível.
B
Errada
Está errada pela duração da manutenção. Após 2 meses de RHZ, a manutenção correta na meningoencefalite tuberculosa pediátrica é de 10 meses com RH, e não 8. Essa alternativa totaliza 10 meses de tratamento, mas o manual cobrado exige 12 meses totais para acometimento meningoencefálico.
C
Errada
Está errada pela composição da fase intensiva. Embora acerte o total de 12 meses e a associação de dexametasona, inclui etambutol, o que não corresponde ao esquema pediátrico específico do Manual de 2019 para crianças menores de 10 anos com meningoencefalite tuberculosa, que é 2RHZ/10RH.
D
Errada
Está errada por aplicar duração padrão inadequada para TB do SNC. O esquema descrito totaliza 6 meses, que não é o recomendado para meningoencefalite tuberculosa. No acometimento meningoencefálico em criança, o manual exige prolongamento da fase de manutenção para completar 12 meses.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas fontes de erro frequentes: confundir a tuberculose meningoencefálica com formas tratadas por 6 meses e aplicar automaticamente o esquema de 4 drogas de adulto/adolescente a uma criança de 3 anos, quando o enunciado exige seguir literalmente o Manual brasileiro de 2019.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado citar explicitamente um manual ou protocolo, a resposta deve seguir essa referência, mesmo que existam outras formulações em documentos diferentes.
  • Em tuberculose do SNC, confira primeiro a duração total do tratamento: na base cobrada aqui, meningoencefalite pediátrica exige 12 meses.
  • Em criança menor de 10 anos, não transfira automaticamente o esquema de adulto; verifique a composição pediátrica exata pedida pela diretriz.
  • Na TB meningoencefálica grave, além do esquema antituberculose, confirme se a alternativa associa corticosteroide com o tempo de uso e desmame descritos na referência.

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