O protocolo OSPF (Open Shortest Path First) é um protocolo d...

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Q3953498 Redes de Computadores
O protocolo OSPF (Open Shortest Path First) é um protocolo de roteamento do tipo link-state (estado de enlace), baseado no algoritmo de Dijkstra para encontrar a árvore de caminho mais curto. Diferente de protocolos de vetor de distância, o OSPF exige que cada roteador possua uma visão completa da topologia da rede dentro de sua área de atuação, utilizando diferentes tipos de pacotes para manter a sincronização entre os vizinhos.
Em relação às características operacionais do protocolo OSPFv2, é correto afirmar que
Alternativas

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Gabarito: D

O que precisava saber: Para resolver a questão, era necessário distinguir o OSPF de outros protocolos de roteamento e reconhecer seus pontos operacionais centrais: o OSPFv2 é um protocolo link-state, usa custo como métrica, não opera sobre TCP, depende da Área 0 em arquitetura multiáreas e, em redes multiacesso, elege DR e BDR para otimizar a disseminação de informações de estado de enlace. Também era preciso saber que a sincronização da base de dados não se resume ao uso exclusivo de pacotes LSU.

Critério decisivo: A alternativa correta é a D porque, em segmentos multiacesso como Ethernet, o OSPF elege DR e BDR para reduzir a quantidade de adjacências e otimizar a inundação de LSAs/atualizações de estado de enlace.

Tema central: Características operacionais do OSPFv2, com foco em funcionamento em redes multiacesso e formação de adjacências/eleição de DR e BDR.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque atribui ao OSPF a métrica de contagem de saltos e o limite de 15 saltos. Pela base, o OSPF usa custo da interface/caminho, e a limitação de 15 saltos é característica do RIP, não do OSPF.
B
Errada
Está incorreta porque afirma que o OSPFv2 opera sobre TCP e usa a porta 179. A base informa que o OSPFv2 não usa TCP nem porta 179; ele roda diretamente sobre IP, com protocolo IP número 89.
C
Errada
Está incorreta porque contraria a estrutura multiáreas do OSPF. Segundo a base, a Área 0 é o backbone que conecta as demais áreas, e as áreas não backbone dependem do backbone para o intercâmbio interáreas.
D
Certa
A alternativa D está de acordo com a base porque aponta exatamente a função do DR e do BDR em redes multiacesso: reduzir adjacências completas e concentrar a disseminação das informações de estado de enlace. Esse é o elemento decisivo pedido na questão sobre características operacionais do OSPFv2.
E
Errada
Está incorreta porque restringe indevidamente a função do LSU. Pela base, o LSU é usado para enviar LSAs/atualizações de estado de enlace, mas a sincronização da base de dados envolve outros tipos de pacotes, como Hello, DBD, LSR e LSU; portanto, o LSU não tem função exclusiva de descrever sumário da base na fase inicial.
Pegadinha da questão
A questão mistura características de protocolos diferentes e também confunde funções de mecanismos internos do OSPF. As principais armadilhas eram: associar hop count e limite de 15 saltos ao OSPF, supor uso de TCP/porta 179, ignorar o papel obrigatório da Área 0 no modelo multiáreas e trocar a função do LSU pela de pacotes usados na descrição e sincronização inicial da base.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente OSPF de protocolos de vetor de distância: no OSPF, a métrica é custo, não contagem de saltos.
  • Quando a questão tratar de transporte do OSPFv2, lembre que ele não usa TCP; a base indica funcionamento direto sobre IP.
  • Em perguntas sobre OSPF multiárea, verifique sempre o papel da Área 0 como backbone de interconexão entre áreas.
  • Se o enunciado mencionar redes multiacesso, procure a relação entre OSPF e eleição de DR/BDR para otimizar a inundação e reduzir adjacências.

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