Localizamos a lesão de um paciente em coma, que apresenta, a...
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Tema central: Esta questão aborda localização de lesões encefálicas a partir do exame pupilar no coma, destacando o conhecimento sobre reflexos autonômicos e anatomia neurológica pupilar. O aspecto cobrado é a identificação correta do local de pesquisa do reflexo cílio-espinal diante dos achados pupilares descritos.
Análise da alternativa correta (D - bulbo):
O reflexo cílio-espinal provoca dilatação pupilar ao estímulo doloroso na região cervical, sendo mediado pelo sistema simpático descendente, cuja interrupção pode ocorrer por lesão abaixo do núcleo do nervo oculomotor, preservando o arco reflexo medular entre C8-T2 (centro cilioespinal de Budge).
Quando há ausência do reflexo fotomotor (pupilas fixas à luz) mas manutenção da resposta ao reflexo cílio-espinal, isso indica integridade da via simpática periférica e comprometimento do trato para-simpático central. Lesões localizadas abaixo do mesencéfalo, como nas regiões de ponte e bulbo, permitem, ainda, avaliar esse reflexo. Mas, clinicamente, a pesquisa do reflexo é especialmente útil em lesões do bulbo, pois é nesse nível que há dissociação clara entre reflexos pupilares e integridade do tronco cerebral.
Crítica às alternativas incorretas:
- A) tecto mesencefálico: Lesões mesencefálicas causam midríase paralítica e podem apresentar hippus, mas se o núcleo do III par estiver acometido, não há resposta ao reflexo cílio-espinal.
- B) transição ponte-bulbo e C) ponte: Lesões aqui comprometem outros reflexos do tronco (ex: corneanos, óculocefálicos). Porém, típicas alterações pupilares associadas são mióticas e reativas, com perda secundária dos reflexos em lesões muito extensas. O uso do reflexo cílio-espinal não é característico para lesão exclusiva nessas regiões.
- E) lobo frontal: Não participa dos circuitos autonômicos pupilares; lesões corticais não alteram o reflexo pupilar de maneira isolada.
Orientação de prova: Atente ao termo-chave “dilatação pupilar ao reflexo cílio-espinal”, pois indica
lesão do tronco cerebral inferior (bulbo) com preservação do arco reflexo simpático cervical. Evite confundir alterações pupilares de origem central (mesencéfalo) com periférica (bulbo e medula).
Dica: Segundo Harrison's Principles of Internal Medicine, 20th ed., cap. 454: “A dissociação pupilar com perda da resposta à luz e preservação ao estímulo doloroso cervical é sinal de disfunção bulbomedular”.
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