Introdução de oxigenioterapia não invasiva, ansiolíticos, pr...

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Q395145 Medicina
        Um paciente com 42 anos de idade que apresenta diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão no estágio IV, com metástases pulmonares bilaterais e hepática (nódulo com 2 cm no segmento III), nega comorbidades, mas queixa-se de anorexia, perda de peso (20%), tosse e dispneia moderadas, sem hemoptise, dor torácica de intensidade 7/10. Após aumento recente na dose diária de hidromorfona, ele relata piora da dor (antes = 5/10), permanecendo confinado ao leito por mais de 50 % do tempo em que está acordado. Suas funções renal e hepática mantêm-se inalteradas.

Com base nesse caso clínico, julgue os itens subsequentes.

Introdução de oxigenioterapia não invasiva, ansiolíticos, prometazina, nebulização com morfina e redução na dose sistêmica de opioide forte são medidas comprovadamente apropriadas, caso esse paciente apresente piora da dispneia.
Alternativas

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Para entender a questão apresentada, é importante focar no manejo de sintomas e na escolha adequada de intervenções em um paciente com câncer de pulmão avançado. O paciente descrito apresenta adenocarcinoma de pulmão estágio IV, com metástases e sintomas significativos como dor intensa e dispneia. A abordagem da dispneia em pacientes oncológicos requer intervenções baseadas em evidências.

A alternativa pede para avaliar a introdução de várias medidas em caso de piora da dispneia. Vamos analisar cada uma:

Oxigenioterapia não invasiva: Pode ser benéfica em pacientes com hipóxia documentada. No entanto, a questão não menciona se o paciente apresenta hipoxemia, o que é um fator crucial para indicar oxigenioterapia.

Ansiolíticos: Podem ser úteis quando a dispneia é exacerbada pela ansiedade, o que não é especificamente mencionado no caso clínico.

Prometazina: Trata-se de um anti-histamínico e antiemético, não indicado para o manejo de dispneia.

Nebulização com morfina: Embora morfina sistêmica seja utilizada para aliviar dispneia em pacientes terminais, a nebulização com morfina não é uma prática suportada por evidências robustas. O uso de opioides, de forma geral, deve ser cauteloso e individualizado.

Redução na dose sistêmica de opioide forte: A redução da dose de opioides não é apropriada, uma vez que o paciente experimenta dor intensa e aumento recente na dose não foi eficaz. Ao contrário, poderia ser considerado um ajuste na estratégia de manejo da dor.

Diante dessas considerações, a alternativa está errada (E) porque propõe intervenções sem evidência sólida de eficácia ou segurança no contexto de dispneia associada a câncer de pulmão metastático.

Em resumo: O manejo desses sintomas deve ser baseado em diretrizes atualizadas e considerar individualmente cada paciente. Segundo as diretrizes da OMS e outras fontes como o UpToDate, o tratamento sintomático e paliativo deve ser focado em aliviar sintomas com intervenções comprovadamente eficazes.

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