Um paciente com epistaxe grave realizou um exame endoscópico...

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Q1069534 Medicina

Um paciente com epistaxe grave realizou um exame endoscópico nasal, que evidenciou um ramo arterial sangrante em porção superior do septo nasal.  


Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para o tratamento definitivo da  doença. 

Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o tratamento definitivo de epistaxe grave, à luz da localização anatômica específica do sangramento (porção superior do septo nasal), frequentemente associada ao chamado "S-point".

Análise da alternativa correta – E) Cauterização elétrica do ponto de sangramento:

O exame endoscópico permitiu visualizar diretamente o ponto de origem do sangramento. Quando conseguimos identificar o vaso sangrante em epistaxe grave, a cauterização elétrica local é o método de escolha, por proporcionar controle imediato e definitivo do sangramento. Isso está de acordo com evidências científicas recentes sobre o manejo do "S-point", local comum de epistaxe grave na porção superior do septo nasal (Unifesp, 2018). Este procedimento é menos invasivo do que abordagens cirúrgicas sobre artérias maiores e está bem descrito nos principais manuais da especialidade.

Fundamentação clínica:

Segundo diretrizes da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial: “Quando há identificação do sítio hemorrágico, recomenda-se a cauterização direta…” (manual de Urgências em Otorrinolaringologia, p. 65).

Análise das alternativas incorretas:

A) Tamponamento anterior e B) Tamponamento anteroposterior: São medidas temporárias, indicadas principalmente quando não é possível identificar o ponto de sangramento ou há múltiplos focos não acessíveis. Para sangramentos visíveis e localizados, como no caso descrito, devem ser evitados por não serem definitivos e apresentarem maior taxa de recidiva.

C) Cauterização elétrica da artéria esfenopalatina: Essa conduta é reservada para epistaxes posterior graves, geralmente quando a fonte provém dessa artéria, localizada na região posterior e lateral. Não é indicada para sangramentos na porção superior do septo.

D) Cauterização elétrica da artéria etmoidal anterior: Embora este vaso irrigue a região superior do septo, a conduta é cauterizar diretamente o ponto de sangramento identificado e não a artéria de forma ampla.

Ponto-chave e possível pegadinha: O candidato deve atentar para o detalhe anatômico no enunciado (porção superior do septo/não Kiesselbach) e para o fato de que identificação visual do local sempre privilegia cauterização direta ao invés de tamponamentos ou ligaduras inespecíficas.

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No caso hipotético apresentado, a melhor conduta para o tratamento definitivo da epistaxe grave causada por um ramo arterial sangrante em porção superior do septo nasal é a cauterização elétrica do ponto de sangramento, como indicado na alternativa E. O tamponamento anterior ou anteroposterior pode ser utilizado como medida temporária para controlar o sangramento, mas não é indicado como tratamento definitivo. A cauterização elétrica da artéria esfenopalatina ou da artéria etmoidal anterior pode levar a complicações graves, como sangramento profundo ou perfuração do septo nasal. Portanto, a cauterização elétrica do ponto de sangramento é a melhor opção para tratar a causa subjacente da epistaxe e evitar recorrências.

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