Paciente de 31 anos com história de epilepsia de lobo tempor...

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Q3913146 Medicina
Paciente de 31 anos com história de epilepsia de lobo temporal apresenta quadro de crise convulsiva com 10 minutos de duração. A primeira opção medicamentosa para abortar a crise nesse cenário é: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Crise convulsiva ativa com 10 minutos de duração exige abortamento farmacológico imediato, e a primeira linha para esse fim é benzodiazepínico parenteral; entre as alternativas, o diazepam endovenoso é a opção que cessa a crise em curso.

Tema central: Abortamento da crise convulsiva prolongada
Análise das alternativas
A
Errada
Fenitoína endovenosa não é a primeira medicação para cessar imediatamente a convulsão em curso. No manejo agudo da crise prolongada, seu papel clássico é de segunda linha, após benzodiazepínico ou quando este falha. O erro da alternativa é inverter a sequência terapêutica do abortamento da crise.
B
Errada
Ácido valproico oral está incorreto porque uma crise convulsiva ativa de 10 minutos não pode ser tratada com medicação oral de início tardio. O critério excludente aqui é a inadequação da via para um cenário de urgência com necessidade de efeito rápido.
C
Errada
Carbamazepina oral não serve para interromper convulsão em andamento. Embora seja fármaco usado em epilepsia focal como tratamento de manutenção, o enunciado cobra medicação de resgate agudo. A alternativa erra tanto pela via oral quanto pelo perfil de uso crônico, não de abortamento imediato.
D
Certa
Diazepam endovenoso está correto porque, na crise convulsiva prolongada em andamento, a prioridade é interromper imediatamente a descarga epiléptica. Benzodiazepínicos são a primeira linha nesse contexto por promoverem efeito anticonvulsivante rápido via potencialização GABAérgica. Entre as opções apresentadas, é a alternativa que combina mecanismo adequado de resgate agudo com via de administração compatível com urgência.
E
Errada
Levetiracetam oral está incorreto pelo mesmo critério central das demais opções orais: crise em curso requer ação rápida por via de resgate, e a formulação oral não atende a essa necessidade. A boa utilização do levetiracetam na prática não o torna primeira opção para cessar imediatamente uma convulsão ativa por via oral.
Pegadinha da questão
A banca mistura dois gatilhos de confusão reais: o antecedente de epilepsia de lobo temporal, que pode induzir à escolha de antiepiléptico de manutenção para epilepsia focal, e a lembrança da fenitoína no estado de mal, que pode levar o candidato a esquecer que o primeiro passo para abortar a crise prolongada é benzodiazepínico.
Dica para questões semelhantes
  • Se a crise está em curso e já se prolongou, pense primeiro em droga de resgate com início rápido, não em antiepiléptico de manutenção.
  • Na sequência terapêutica do manejo agudo, benzodiazepínico vem antes de fenitoína.
  • Alternativa oral praticamente se exclui quando a pergunta é abortar convulsão ativa imediatamente.

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