Não há benefício em termos de sobrevida para quimioterapia a...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o papel da quimioterapia (isolada ou combinada à radioterapia) no tratamento do glioma do tronco cerebral, especialmente sobre seu impacto na sobrevida.
Justificativa da alternativa correta (C – certo): De acordo com as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas para Tumores Cerebrais do Ministério da Saúde (tópico 6.4.1): “Inexiste evidência de que a quimioterapia agregue benefícios quando associada à radioterapia.”
O glioma do tronco cerebral é um tumor agressivo, com pouca possibilidade cirúrgica devido à sua localização crítica. Radioterapia é, atualmente, o único tratamento com intenção paliativa que pode oferecer controle temporário dos sintomas e modesto prolongamento da sobrevida.
Apesar de pesquisas com diversas drogas quimioterápicas e esquemas combinados, nenhum estudo robusto comprovou benefício em sobrevida global para quem recebeu quimioterapia adicional — seja associada à radioterapia ou usada isoladamente.
Segundo literatura internacional (como UpToDate e revisões do PubMed), o uso rotineiro de quimioterapia ainda não é recomendado nesses casos por falta de eficácia comprovada em aumentar a sobrevida. O exemplo que pode gerar dúvida é o glioma pedente de tronco em criança, porém, até nestes, o protocolo padrão permanece radioterapia isolada.
Análise das alternativas:
• C (Certo) – CORRETA: Reflete o consenso atual e as diretrizes oficiais: não há benefício em sobrevida com quimioterapia, com ou sem radioterapia, para glioma do tronco cerebral.
• E (Errado) – INCORRETA: Caso marcada, revelaria desconhecimento das atuais recomendações e evidências científicas. Atenção para a “pegadinha”: em outros tumores do SNC (como meduloblastomas ou glioblastomas supratentoriais), a quimioterapia por vezes aumenta sobrevida, mas não é o caso aqui.
Dica para provas: Fique atento à especificidade do subtipo tumoral e ao local do tumor. Os protocolos diferem e a literalidade das diretrizes deve ser levada em conta na hora da prova.
Referência: Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas para Tumores Cerebrais em Adultos, Ministério da Saúde, seção 6.4.1.
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