Sobre a profilaxia antimicrobiana para prevenção de infecção...
Sobre a profilaxia antimicrobiana para prevenção de infecção de sítio cirúrgico em transplantes de órgãos sólidos, assinale a alternativa que apresenta o agente antimicrobiano de primeira escolha de forma incorreta.
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Tema central da questão: Profilaxia antimicrobiana em transplantes de órgãos sólidos.
A profilaxia antibiótica adequada é fundamental na prevenção de infecção de sítio cirúrgico em transplantes, reduzindo complicações, custos hospitalares e mortalidade. A escolha do antimicrobiano se baseia nos micro-organismos mais prevalentes em cada tipo de transplante e nas recomendações das diretrizes atuais, como descrito na “Guía PRIOAM” e reforçado em referências como Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate.
Análise da alternativa correta (E):
A alternativa E está INCORRETA pois vancomicina + piperacilina-tazobactam não é regime de primeira escolha para profilaxia em transplante cardíaco. Essa combinação é reservada a situações com alto risco de MRSA ou infecção por Gram-negativos multirresistentes, o que não é padrão para transplantes cardíacos de rotina. A cefazolina é o antimicrobiano de escolha para esses casos, oferecendo cobertura eficaz contra as principais bactérias causadoras de infecção nesta cirurgia, conforme a “Guía PRIOAM” e protocolos nacionais.
Por que as demais alternativas estão corretas:
A) Transplante renal – Cefazolina: Apropriado, cobre estafilococos e enterobactérias, patógenos mais envolvidos.
B) Transplante de pâncreas – Cefazolina: Indicado, por envolver flora semelhante à urinária.
C) Transplante de fígado – Cefotaxima + Ampicilina: Essa combinação também aceita em protocolos (embora amoxicilina/clavulanato seja opção), pois cobre Gram-negativos e Enterococcus.
D) Transplante de intestino – Vancomicina + cefepima + metronidazol + fluconazol: Apropriado devido ao espectro polimicrobiano envolvido, incluindo fúngicos, anaeróbios e Gram-negativos, conforme recomendações para transplantes intestinais complexos.
Dicas para provas:
Fique atento a pegadinhas como inclusão de vancomicina sem indicação clara de risco para MRSA. Busque sempre nos textos das alternativas o alinhamento com os protocolos atuais e note quando combinações de amplo espectro são sugeridas para cenários nos quais não são necessárias.
Referências principais: “Guía PRIOAM – Trasplante órgano sólido”, PCDT de infecções relacionada à assistência (Ministério da Saúde, Brasil), Harrison's, UpToDate.
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