Entrou em declínio a partir dos anos 70, principalmente devi...
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Tema central da questão: A questão aborda o declínio do Estado de Bem-Estar Social keynesiano/beveridgiano na década de 1970, relacionando-o com as transformações no modelo econômico e produtivo, em especial o fordismo e a ascensão do neoliberalismo.
Explicação didática: O Estado de Bem-Estar Social keynesiano/beveridgiano foi organizado principalmente após a Segunda Guerra Mundial, baseado em forte intervenção estatal, ampliação de direitos sociais e políticas universais de seguridade social. Esses princípios acompanharam o modelo de produção fordista: produção em massa, trabalho padronizado, estabilidade no emprego e salários crescentes. Tal contexto impulsionou os direitos sociais e resultou nos “Anos Dourados do Capitalismo”.
Na década de 1970, mudanças econômicas (crises do petróleo, estagnação, inflação) e transformações sociais fragilizaram essa estrutura. Ao mesmo tempo, a chamada “Nova Direita” (neoliberalismo) propôs a redução do papel do Estado e o corte de benefícios sociais, defendendo o “mercado livre”.
Justificativa da alternativa correta: A resposta certa é a B) Keynesiano/beveridgiano, baseado no modelo de produção fordista. Isso porque:
- Padrão keynesiano/beveridgiano: modelos de políticas públicas universais e Estado protetor, conforme ideias de Keynes (forte intervenção estatal) e Beveridge (sistema universal de proteção social);
- Fordismo: padrão de produção predominante no mesmo período, com produção em massa, relações de trabalho estáveis e salários relativamente elevados, garantindo mercados de consumo internos robustos.
Essas duas dimensões caminharam juntas e declinaram a partir de crises econômicas e do avanço do neoliberalismo.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Toyotismo só se difunde depois da crise do fordismo. Não é compatível com a fase keynesiana.
- C) “Keynesiano/taylorista” é uma combinação inadequada, pois Taylorismo refere-se a racionalização do trabalho individual (não à produção em massa).
- D) Modelo liberal/taylorista não se associa ao padrão beveridgiano nem ao contexto do Estado de Bem-Estar Social.
- E) “Acumulação flexível” refere-se ao período pós-fordista, ao toyotismo e reestruturação produtiva, não ao auge do Estado de Bem-Estar Social principalmente universalista.
Dicas e estratégia de prova: Preste atenção nos conceitos “keynesiano/beveridgiano” e “fordismo”. São termos que aparecem juntos em questões sobre políticas sociais e o Serviço Social. Fique atento às trocas, pois fordismo e acumulação flexível representam épocas e lógicas produtivas distintas.
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