Diante do quadro clínico e dos critérios do DSM-5-TR, assina...
Atenção: O texto a seguir se refere à questão.
Luiz Augusto, 32 anos, e levado pela namorada ao pronto-socorro, pois sua casa está preenchida por jornais e panfletos antigos, dificultando a circulação.
A companheira relata que o ato de guardar “coisas inúteis” sempre foi uma mania dele; Luiz Augusto sempre foi controlador e organizado. Porém, nos últimos seis meses “a coisa saiu do controle”: o ato de acumular agora é acompanhado de grande ansiedade e gasta horas organizando os papéis para garantir que nada importante seja perdido. Ele admite que não consegue descartar esses itens porque acredita que, se o fizer, "perderá uma informação vital" que poderia evitar uma catástrofe futura para sua família. Ele sabe que esses pensamentos não têm sentido, mas não consegue combatê-los.
Luiz Augusto é contador-chefe de uma empresa multinacional, é solteiro, mas namora uma moça há 15 anos e nunca decide se casar. Não tem doenças clínicas, nega história de abuso de substâncias e corria 10 km três a quatro vezes por semana até o quadro atual se instalar.