Quando um foco de Peste Suína Clássica (PSC) está em process...

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Q2510239 Agropecuária
Quando um foco de Peste Suína Clássica (PSC) está em processo de extinção, pode ser feita a introdução de suídeos sentinela até a desinterdição do estabelecimento de criação. Sobre o uso de animais sentinela num foco de PSC, assinale a opção verdadeira.
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Alternativa correta: C

1. Tema central da questão

Esta questão aborda o procedimento de desinterdição de estabelecimentos de criação de suínos após um foco de Peste Suína Clássica (PSC), com foco no uso dos chamados animais sentinela. Para respondê-la corretamente, o aluno precisa dominar os conceitos de biosseguridade e os protocolos sanitários oficiais aplicados para garantir a erradicação e o não retorno da doença.

2. Resumo teórico

A Peste Suína Clássica é uma doença viral de alto impacto econômico e sanitário. Após o controle de um foco, não basta eliminar os animais infectados: é necessário garantir que o vírus não está mais presente no ambiente ou em animais subclinicamente infectados. Para isso, são introduzidos suídeos sentinela, que são animais suscetíveis, monitorados por meio de exames sorológicos.

Segundo as normas oficiais do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), especialmente a Instrução Normativa nº 27/2008 e o Manual Técnico de Peste Suína Clássica, o procedimento padrão exige a realização de duas sorologias consecutivas nos sentinelas, com intervalos definidos, para comprovar ausência do vírus antes da desinterdição do estabelecimento.

3. Justificativa da alternativa correta (C)

A alternativa C está correta porque a desinterdição só é permitida após a realização de duas sorologias negativas nos suídeos sentinela, sendo a primeira após 15 dias e a segunda após 30 dias da entrada dos sentinelas no local. Esse procedimento garante o monitoramento adequado e a segurança sanitária, conforme definido pelo MAPA. O objetivo é detectar eventuais infecções que poderiam não estar presentes em uma única análise, devido ao período de incubação do vírus.

Fonte: MAPA, Manual Técnico de Peste Suína Clássica, Instrução Normativa nº 27/2008.

4. Análise das alternativas incorretas

AIncorreta. Um mês de observação sem exames laboratoriais não é suficiente. A legislação exige dois exames sorológicos, e não apenas observação clínica.

BIncorreta. Embora cite o prazo de 3 meses, a norma não fixa esse tempo para a desinterdição, e sim a realização dos exames em intervalos específicos (15 e 30 dias). O critério é laboratorial, não apenas temporal.

DIncorreta. Cita apenas uma sorologia aos 15 dias, enquanto a legislação exige duas amostragens negativas em dois momentos distintos.

EIncorreta. Também propõe apenas uma sorologia (aos 30 dias), o que não atende ao protocolo obrigatório de duas testagens negativas.

5. Estratégia para interpretação e resolução

Fique atento a detalhes como os intervalos de tempo e o número de exames exigidos – essas pegadinhas são frequentes em provas. Procure sempre relacionar o que é pedido à legislação ou ao manual técnico oficial, pois o critério legal e técnico deve prevalecer sobre “achismos” ou práticas antigas.

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INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 6, DE 6 DE MARÇO DE 2008



Art. 13. O repovoamento do estabelecimento de criação somente será autorizado após duas sorologias negativas dos suídeos sentinelas, com intervalo de 15 e 30 dias, respectivamente. Após este período, o estabelecimento de criação será desinterditado.

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