Uma criança de 2 anos de idade é internada com quadro de pn...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O caso aborda pneumonia com derrame pleural causada por Staphylococcus aureus resistente à meticilina adquirido na comunidade (CA-MRSA) em criança, enfocando a terapêutica antimicrobiana adequada para essa condição grave.
Análise da alternativa correta (C):
A opção C (“o tratamento com linezolida EV como droga única é eficaz”) está correta segundo as Diretrizes da Infectious Diseases Society of America (IDSA) para tratamento de infecções por MRSA em crianças. Conforme o documento:
"A linezolida é uma alternativa eficaz à vancomicina, inclusive em pneumonia e infecções graves por MRSA, podendo ser utilizada como monoterapia em crianças."
O fármaco age por inibição da síntese proteica bacteriana e não apresenta resistência cruzada com vancomicina. Estudos demonstram que a linezolida pode ter taxas de cura superiores à vancomicina, especialmente na pneumonia grave.
Por que as alternativas estão erradas?
A) O CA-MRSA é resistente a todos os beta-lactâmicos (incluindo amoxacilina+clavulanato) e a associação com macrolídeo não cobre MRSA.
B) Cefalosporinas de qualquer geração não são eficazes contra MRSA por conta do mecanismo de resistência (alteração da PBP). Macrolídeos também não têm efeito sobre MRSA.
D) A leucocidina de Panton-Valentine (PVL) caracteriza virulência do S. aureus, mas não indica sensibilidade a antibióticos beta-lactâmicos. CA-MRSA com PVL continua resistente à meticilina e similares.
E) Clindamicina não é contraindicada em infecções ósseas; ao contrário, é frequentemente utilizada em osteomielite causada por MRSA, desde que a cepa seja suscetível.
Pontos-chave para provas:
- Atenção aos esquemas antibióticos: Beta-lactâmicos e cefalosporinas não tratam MRSA!
- Palavras-chave como PVL podem ser usadas para confundir, mas sua relação é com virulência, não resistência.
- Em infecções graves por MRSA, vancomicina, linezolida e (em casos selecionados) clindamicina são opções de escolha, conforme protocolos e sensibilidade da cepa.
Referências: Diretrizes IDSA (2011), Sociedade Brasileira de Pediatria, UpToDate, obras como Nelson Tratado de Pediatria e Manual de Condutas em Pediatria do Ministério da Saúde.
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