Quimioterapia baseada em platina é uma intervenção apropriad...
Com base nesse caso clínico, julgue os itens subsequentes.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda o tratamento oncológico paliativo no carcinoma de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio IV, com foco na indicação de quimioterapia baseada em platina considerando o estado funcional do paciente.
Justificativa da alternativa correta (E – errado):
O paciente apresenta CPCNP estágio IV, já com metástases bilaterais pulmonares e hepáticas. Além da doença avançada, ele manifesta sintomas relevantes: anorexia, perda ponderal importante (20%), dispneia, dor intensa (7/10) e limitação física marcante, ficando restrito ao leito durante mais de 50% do tempo acordado. Este perfil indica um estado funcional ECOG 3 (ou possivelmente ECOG 4), segundo a Eastern Cooperative Oncology Group:
- ECOG 3: Capaz de apenas cuidado pessoal limitado; confinado ao leito ou cadeira > 50% do tempo acordado.
- ECOG 4: Totalmente incapacitado, não pode realizar cuidados pessoais.
As diretrizes brasileiras e internacionais deixam claro que para pacientes com ECOG ≥ 3, a quimioterapia baseada em platina NÃO é recomendada por apresentar alta toxicidade e ausência de benefício significativo em sobrevida ou qualidade de vida. Segundo o INCA:
“Tratamento sistêmico é indicado a pacientes com bom estado funcional (ECOG 0-1, podendo 2). Pacientes com ECOG ≥ 3 devem ser preferencialmente encaminhados a cuidados paliativos exclusivos.” (INCA, “Versão para profissionais de saúde — CPCNP”)
Portanto, a resposta correta é “Errado”. O manejo mais indicado para esse paciente é controle de sintomas e cuidados paliativos, com objetivo de oferecer alívio da dor, melhora do conforto e dignidade.
Análise da alternativa incorreta ("Certo"):
- Errada: Indicar quimioterapia agressiva (baseada em platina) para paciente com estado funcional muito comprometido (ECOG ≥ 3) contraria protocolos nacionais e internacionais (INCA, NCCN, ESMO).
- Pegadinha recorrente: Confundir “doença metastática = sempre quimioterapia”. O raciocínio correto avalia estado funcional, prognóstico e objetivos paliativos!
Dica estratégica: Sempre identifique o prognóstico clínico pelo ECOG, antes de indicar terapêuticas sistêmicas em oncologia. O detalhamento dos sintomas e limitação funcional é chave para evitar erros!
Referências: INCA, Versão para profissionais de saúde; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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