A etiologia mais provável para o quadro clínico é:

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Q1339929 Medicina
A etiologia mais provável para o quadro clínico é:
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Tema central: A questão aborda as etiologias das síndromes confusionais agudas/subagudas, com ênfase no reconhecimento da encefalopatia hepática, condição relevante na prática médica que reflete disfunção metabólica decorrente de insuficiência hepática.

Justificativa da alternativa correta (B: encefalopatia hepática):
A encefalopatia hepática (EH) caracteriza-se por alterações neuropsiquiátricas devido à incapacidade do fígado em depurar toxinas (sobretudo amônia). O quadro pode variar de distúrbios leves de comportamento e função cognitiva até coma, seguindo a Classificação de West-Haven (MS, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatites B e D). Entre os sinais observáveis estão letargia, confusão, inversão do ciclo sono-vigília, asterixe (“flapping”), hálito hepático e distúrbios motores, que permitem diferenciar dos demais diagnósticos diferenciais. Segundo o protocolo, no grau II da West-Haven: “apatia, lentidão nas respostas, desorientação no tempo, alterações evidentes na personalidade, disartria, asterixe evidente” são observados, consolidando a escolha da EH como etiologia provável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Sepse grave: geralmente cursa com instabilidade hemodinâmica, febre, sinais infecciosos sistêmicos e disfunção de múltiplos órgãos. Embora possa causar alteração do sensório, faltam elementos infecciosos sistêmicos na descrição sugerida pela EH.

C) Intoxicação alcoólica: apresenta rápida instalação após consumo, com sinais de embriaguez, fala arrastada, ataxia, não predominando asterixe ou sinais específicos hepáticos.

D) Hiponatremia sintomática: pode cursar com confusão mental, mas normalmente há outros achados associados (convulsão, cefaleia intensa), e exige confirmação laboratorial. As repercussões neuropsiquiátricas isoladas não são típicas.

E) Encefalopatia urêmica: é consequência da insuficiência renal grave, usualmente associada a altos níveis de ureia, sinais urêmicos (pericardite, mioclonia), e não aos achados clássicos da EH.

Estratégia de prova: Fique atento à descrição de alterações neuropsíquicas em hepatopatas, presença de sinais clássicos como asterixe e hálito hepático. Suspeita de EH deve sempre ser ponderada na ausência de outras causas estruturais/metabólicas.

Evidência complementar: Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatites B e D (MS), “o diagnóstico clínico é fundamental e deve ser embasado na avaliação do sensório, funções cognitivas e motoras, especialmente nos graus leves, devendo sempre ser excluídas outras causas.”

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