Paciente, 35 anos, G4P3, sem acompanhamento pré-natal, vem à...

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Ano: 2011 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de São Leopoldo - RS
Q1182483 Enfermagem
Paciente, 35 anos, G4P3, sem acompanhamento pré-natal, vem à emergência por sintomas intensos de vulvovaginite. Não referia outras queixas. Idade gestacional de 31 semanas, calculada por DUM, com altura uterina de 27cm. Na admissão, apresentava TA 145/90, tendo permanecido hipertensa. Exames solicitados mostraram ácido úrico de 3,8mg/dL, proteinúria de 24 horas com 438mg e calciúria de 24 horas com 199mg/dL. Doppler das artérias uterinas não mostrou alterações.
Frente a este quadro, qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas

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Mas a Hipertensão gestacional não é caracterizada por ser sem proteinúria?

Pelo quadro apresentado a resposta certa deveria ser LETRA B, tendo em vista que após exames laboratoriais constatou-se proteinúria de 24 horas acima de 300mg que caracteriza Pré-eclâmpsia e IG acima de 20 semanas.

GABARITO INCORRETO Trata-se de pré eclampsia

Os critérios da PA para pré-eclâmpsia são um dos seguintes:

  • PA sistólica ≥ 140 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 90 mmHg (pelo menos 2 medições feitas em um intervalo de pelo menos 4 horas)
  • PA sistólica ≥ 160 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 110 mmHg (pelo menos 1 medição)

A  é definida como > 300 mg/24 horas. Alternativamente, diagnostica-se a proteinúria com base na razão proteína/creatinina ≥ 0,3 ou leitura de tira reagente de 2+; o teste de tira reagentes só é utilizado quando outros métodos quantitativos não estão disponíveis. Ausência da proteinúria em testes menos precisos (p. ex., testes de urina com tira reagente, exame de urina) não descarta a pré-eclâmpsia.

Diagnóstico diferencial entre pré eclâmpsia e hipertensão arterial sistêmica crônica

Quando a hipertensão e a proteinúria surgem pela primeira vez em uma primigesta após a 20ª semana da gestação, o diagnóstico de PE é facilmente inferido.

Do mesmo modo, gestantes que apresentam níveis pressóricos elevados antes da 20ª semana ou mesmo antes do início da gestação devem ser diagnosticadas como portadoras de hipertensão arterial crônica.

Contudo, o diagnóstico diferencial pode tornar se difícil quando a gestante é vista pela primeira vez após a 20a semana com hipertensão arterial e não sabe informar com precisão seus níveis pressóricos anteriores.

Se a gestante não for primigesta e tiver ácido úrico sérico menor do que 4,5 mg/dL, uma calciúria de 24 horas > 100 mg, o diagnóstico de HAS crônica é mais provável. O diagnóstico definitivo de HAS somente ocorrerá no puerpério.

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