No que se refere ao tratamento da insuficiência cardíaca, a...
I – Betabloqueadores são contraindicados em pacientes com fração de ejeção < 40%. II – Digoxina deve ser utilizada no tratamento de insuficiência cardíaca secundária e doença do pericárdio. III – Antagonistas de aldosterona devem ser considerados em pacientes com classe funcional II-IV da NYHA e fração de ejeção menor ou igual a 35%.
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Tema central: A questão aborda o tratamento da insuficiência cardíaca (IC), cobrando conhecimento sobre indicações medicamentosas segundo diretrizes atuais, em especial para pacientes com disfunção sistólica (redução da fração de ejeção).
Alternativa Correta: C) Apenas o item III é verdadeiro.
Análise do item III: Os antagonistas da aldosterona (por exemplo, espironolactona e eplerenona) estão indicados para pacientes com IC classe II-IV (NYHA) e fração de ejeção ≤35%. Essas drogas reduzem hospitalizações e mortalidade, segundo diretrizes como as da SBC, ACC/AHA/HFSA e literatura como o Harrison’s. É importante monitorizar potássio e função renal.
Itens incorretos e justificativas:
I – “Betabloqueadores são contraindicados em pacientes com fração de ejeção < 40%.”
Esse é um erro conceitual clássico. Ao contrário, betabloqueadores (carvedilol, bisoprolol, succinato de metoprolol) são fortemente indicados em IC com fração de ejeção reduzida (<40%), pois reduzem sintomas, hospitalização e mortalidade (UpToDate, SBC, Harrison’s). Apenas com contraindicações absolutas (bradicardia grave sintomática, bloqueio AV avançado, descompensação aguda) é que devem ser evitados.
II – “Digoxina deve ser utilizada no tratamento de insuficiência cardíaca secundária e doença do pericárdio.”
A digoxina não é indicada para doença do pericárdio (ex: pericardite constritiva ou tamponamento), pois nesses quadros não há benefício comprovado. Usamos digoxina principalmente para IC com fibrilação atrial ou sintomas persistentes apesar da terapia padrão. O uso “secundário” (de suporte) pode gerar confusão, mas a associação com pericardiopatia é incorreta.
Estratégia para provas: Atenção ao afirmar ou negar indicações clássicas (pegadinhas em contraindicações). Reconheça indicações formalmente estabelecidas pela literatura oficial e desconfie de associações “não ortodoxas”, especialmente em farmácia cardíaca.
Resumo: A alternativa C é a correta, pois somente o item III está totalmente adequado às diretrizes. Os itens I e II apresentam erros conceituais relevantes. Fique atento a indicações e contraindicações atualizadas em IC!
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