Todo serviço odontológico deve ter um espaço destinado ao re...
Todo serviço odontológico deve ter um espaço destinado ao reprocessamento de instrumental que conste, no mínimo, de uma pia exclusiva para lavagem de instrumental, bancada para secar, embalar, aparelho esterilizador – AUTOCLAVE - e gavetas e/ou armários para o acondicionamento dos instrumentais estéreis. Este espaço é denominado Central de Esterilização, que deve ter um fluxo unidirecional de trabalho, onde os artigos a serem reprocessados seguem caminho passo a passo sem retorno ou etapas negligenciadas.
De acordo com o CRO, a Central de Esterilização é dividida em várias partes, sendo elas:
I. Pré-lavagem.
II. Lavagem.
III. Secagem / Inspeção visual.
IV. Barreira / Embalagem.
V. Esterilização / Monitoração da esterilização e acondicionamento.
Os itens que indicam CORRETAMENTE as partes da Central de Esterilização são:
Gabarito comentado
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Tema central: Biossegurança em Odontologia — organização da Central de Esterilização (CME) e fluxo unidirecional do reprocessamento de itens críticos e semicríticos. O objetivo é evitar recontaminação cruzada garantindo limpeza, embalagem, esterilização e armazenamento corretos.
Alternativa correta: E — contempla todas as etapas: I. Pré-lavagem, II. Lavagem, III. Secagem/Inspeção, IV. Barreira/Embalagem e V. Esterilização/Monitoração/Acondicionamento. Essa sequência traduz o fluxo unidirecional: os artigos avançam sem retrocesso entre áreas “suja → limpa → estéril”.
Justificativa técnica (por etapa):
I. Pré-lavagem: remoção inicial de sujidade grosseira (idealmente logo após o uso) para reduzir carga orgânica e proteger a etapa seguinte.
II. Lavagem: fricção manual ou ultrassônica com detergente enzimático/neutro; é a etapa crítica para remover biofilme. Sem limpeza adequada, a esterilização falha.
III. Secagem e inspeção: secagem completa e avaliação visual/uso de lupa para integridade, sujidade remanescente e funcionalidade.
IV. Barreira/embalagem: uso de invólucros adequados (papel grau cirúrgico, tecido SMS) que permitam penetração do vapor e mantenham a esterilidade até o uso.
V. Esterilização/monitoração e acondicionamento: autoclave (vapor sob pressão) como padrão; monitorização mecânica (tempo/temperatura/pressão), química (indicadores classe 1–6, ex.: Bowie-Dick para vácuo) e biológica (esporos). Armazenamento em armários limpos, secos e de acesso controlado.
Análise das alternativas incorretas:
A (I, II e IV): omite secagem/inspeção e esterilização/monitorização, etapas essenciais; embalagem sem secagem favorece falha da esterilização e ruptura de barreira.
B (II e III): incompleta; faltam pré-lavagem (otimiza limpeza), embalagem e esterilização/monitorização, inviabilizando segurança do item.
C (II e V): salta secagem/inspeção e embalagem; sem embalagem adequada, não há manutenção da esterilidade pós-ciclo.
D (III, IV e V): ignora pré-lavagem e lavagem; não se esteriliza sujo. A limpeza é requisito indispensável para efetividade do vapor.
Dica de prova: memorize a sequência lógica “pré-lavar → lavar → secar/inspecionar → embalar → esterilizar/monitorar/acondicionar”. Palavras-chave como barreira (embalagem) e monitorização costumam diferenciar alternativas completas.
Referências essenciais: ANVISA — RDC 15/2012 (Boas práticas de processamento de produtos para saúde); Manual de Processamento de Produtos para Saúde (ANVISA, ed. atualizadas); OMS — Decontamination and Reprocessing of Medical Devices for Health-care Facilities (2016); orientações do CFO/CRO para CME em odontologia. Tais documentos reforçam o fluxo unidirecional e a tríplice monitorização da esterilização por vapor.
Gabarito: E.
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