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Q2639131 Medicina

Acerca da doença da vesícula biliar e dos ductos biliares, assinale a alternativa correta.

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Tema central: As doenças da vesícula e dos ductos biliares, principalmente a colelitíase (formação de cálculos na vesícula), envolvem fatores de risco, fisiopatologia e opções de prevenção e tratamento. O conhecimento desses pontos é fundamental para o médico clínico, tanto no atendimento de rotina quanto em situações de urgência.

Justificativa da alternativa correta (B): O ácido ursodesoxicólico (AUDC) demonstrou benefício na prevenção da colelitíase durante rápida perda de peso, como ocorre após cirurgia bariátrica ou dietas muito restritivas. Esse medicamento reduz a secreção de colesterol biliar e aumenta sua solubilidade, dificultando a formação de cálculos. Segundo as “Normas de Orientação Clínica” da EASL: “A utilização temporária do ácido ursodesoxicólico (pelo menos 500 mg por dia até o peso estabilizar) pode ser recomendada”. Diversos estudos apoiam esse uso preventivo.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta – A gravidez AUMENTA o risco de cálculos biliares, não protege. A progesterona reduz a contração da vesícula (retarda o esvaziamento), enquanto o estrogênio aumenta a saturação da bile com colesterol, ambos predispondo à litíase.

C) Incorreta – A colangite esclerosante primária está associada a doenças autoimunes e colangites crônicas, não é causa frequente de coledocolitíase. A maioria dos cálculos de colédoco origina-se da própria vesícula.

D) Incorreta – Apesar de citar sintomas clássicos, Tríade de Charcot (dor abdominal, icterícia, febre) refere-se especificamente a colangite aguda e não à coledocolitíase isolada. Dor e icterícia podem ocorrer em cálculos ductais, mas a tríade inclui obrigatoriamente febre.

E) Incorreta – A ultrassonografia transabdominal é o exame de escolha inicial, mais sensível do que a TC para detectar cálculos na vesícula. A TC pode ser útil em diagnósticos diferenciais, mas não supera a USG nesse contexto.

Pegadinha: Atenção a termos absolutos e associações clínicas (exemplo: “a maioria dos casos”, “tríade de Charcot”), que costumam direcionar a erros quando não se confirmam na literatura.

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