O resultado do exame bacterioscópico mais provável de ter si...

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Q3575126 Biomedicina - Análises Clínicas
Leia o caso a seguir para responder a esta questão.

Um bioquímico realizou, a pedido médico, exame de bacterioscopia ao Gram, de amostra de secreção vaginal coletada de uma paciente de 32 anos, com queixa de corrimento vaginal amarelo e fétido há duas semanas. O resultado do exame da paciente, obtido após análise do esfregaço da amostra corado pelo método de Gram, foi sugestivo de vaginose por Gardnerella sp.

Fonte: ALVARENGA, Felipe Queiroz. Microbiologia: colorações e métodos para isolamento e identificação dos principais agentes causadores de infecções. 23 jun. 2023.
O resultado do exame bacterioscópico mais provável de ter sido liberado pelo bioquímico, considerando a suspeita clínica relatada no enunciado, está descrito em: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na bacterioscopia pelo Gram sugestiva de vaginose bacteriana por Gardnerella spp., o achado decisivo é a combinação de depleção da microbiota de Döderlein, presença de clue cells e pouca resposta inflamatória; como a questão pede o laudo mais provável nesse cenário, a alternativa que reúne esse padrão típico é a A.

Tema central: Vaginose bacteriana no Gram
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A descreve o padrão bacterioscópico clássico da vaginose bacteriana: numerosos cocobacilos aderidos ao epitélio, formando clue cells, ausência da flora lactobacilar de Döderlein e raros polimorfonucleares. Esse conjunto sustenta o laudo sugestivo de Gardnerella spp. no Gram vaginal. A possível variação de coloração de Gardnerella no Gram não altera a escolha, pois o elemento decisivo é o padrão global do esfregaço.
B
Errada
Está errada porque não mostra o padrão típico da vaginose bacteriana. Descreve raros bastonetes gram-negativos, sem clue cells, e com numerosos polimorfonucleares. Na vaginose bacteriana, espera-se predomínio de cocobacilos associados ao epitélio e pouca inflamação; celularidade inflamatória exuberante sugere outro quadro.
C
Errada
Está errada porque a microbiota de Döderlein está presente, o que vai contra vaginose bacteriana franca, e a morfologia descrita é de cocos gram-positivos aos pares e em cadeias curtas, incompatível com o padrão de Gardnerella-associated flora. Raros leucócitos, isoladamente, não corrigem essa incompatibilidade.
D
Errada
Está errada porque numerosos cocos gram-positivos em cachos não correspondem à morfologia esperada na vaginose bacteriana por Gardnerella spp. Além disso, a alternativa não traz clue cells nem documenta depleção de Döderlein, que são achados centrais do diagnóstico bacterioscópico.
E
Errada
Está errada porque, embora cite alguns cocobacilos gram-negativos e microbiota de Döderlein escassa, não demonstra o achado mais característico, que são as clue cells, nem um predomínio inequívoco da flora típica da vaginose bacteriana. A simples presença de cocobacilos com redução parcial de lactobacilos, sem o padrão global clássico, não sustenta o laudo mais provável.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre disbiose vaginal típica de vaginose bacteriana e quadros inflamatórios: alternativas com alteração de flora, mas com muitos polimorfonucleares ou sem clue cells, parecem próximas, porém não fecham o padrão clássico.
Dica para questões semelhantes
  • No Gram vaginal, procure primeiro clue cells; esse é o achado mais característico da vaginose bacteriana.
  • Confirme se houve redução importante ou ausência da microbiota de Döderlein; flora lactobacilar preservada joga contra esse diagnóstico.
  • Valorize a baixa inflamação: numerosos polimorfonucleares afastam o padrão típico de vaginose bacteriana.
  • Não aceite morfologias incompatíveis, como cocos gram-positivos em cadeias ou em cachos, como padrão de Gardnerella spp.

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