Após o ciclo do ouro, Goiás entrou em um período muito espe...

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Q2471131 História e Geografia de Estados e Municípios
Após o ciclo do ouro, Goiás entrou em um período muito específico no que se refere a sua dinâmica econômica. Para substituir os metais preciosos, foi necessário recorrer à
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Vamos explorar a questão sobre a dinâmica econômica de Goiás após o ciclo do ouro, um tema importante para compreender a evolução econômica e histórica do estado.

Tema central da questão: A questão aborda o período pós-ciclo do ouro em Goiás e como a economia do estado se ajustou após a queda da mineração de ouro. É essencial entender este ajuste para compreender a transição econômica do estado.

Resumo teórico: Durante o ciclo do ouro, Goiás viveu um período de prosperidade econômica com base na mineração. Contudo, após o esgotamento das reservas de ouro, o estado precisou buscar alternativas econômicas. A pecuária extensiva emergiu como uma solução viável. Este tipo de pecuária utiliza grandes extensões de terra e é caracterizada por uma baixa densidade de animais por hectare.

Alternativa correta: C - pecuária extensiva

Justificativa: Após a decadência da mineração, Goiás optou pela pecuária extensiva devido à disponibilidade de terras. Este modelo econômico permitiu o uso das vastas planícies do Cerrado goiano, uma região adequada para a criação de gado em grandes espaços.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - pecuária intensiva: Este tipo de pecuária utiliza menor espaço com uma maior concentração de animais e manejo mais técnico, o que não foi a característica principal de Goiás após o ciclo do ouro.
  • B - agroindústria: Embora a agroindústria seja uma importante atividade econômica, ela não foi a escolha imediata após o ciclo do ouro em Goiás. O estado se voltou primeiro para a pecuária.
  • D - agricultura familiar: Embora a agricultura familiar seja um componente importante da economia rural, ela não substituiu a mineração de ouro de forma significativa naquele momento histórico.

Estratégia de interpretação: Ao abordar questões de história e geografia, é útil identificar palavras-chave que indiquem transições econômicas e relacioná-las com o contexto histórico adequado. Note como a palavra "extensiva" está alinhada com o uso das grandes áreas de terra disponíveis em Goiás.

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Letra C (pecuária extensiva), a agricultura era só pra subsistência.

GAB: C

A crise do ouro fez com que Goiás regredisse a uma economia de subsistência com a agricultura e a pecuária (extensiva). Como medidas salvadoras, o Príncipe Regente - D. João, tendo em vista seus objetivos mercantilistas passou a incentivar a agricultura, a pecuária, o comércio e a navegação dos rios.

  1. Foi concebida a isenção dos dízimos por espaço de tempo de dez anos aos lavradores que nas margens dos rios Tocantins, Araguaia e Maranhão fundassem estabelecimentos agrícolas.
  2. Houve ênfase a catequese e a civilização do gentio com interesse em aproveitar a mão-de-obra dos índios na agricultura.
  3. Criação dos presídios às margens dos rios com os seguintes objetivos: proteger o comércio, auxiliar a navegação e aproveitar o trabalho dos nativos para cultivar a terra.
  4. Houve a estimulação da navegação nos rios Araguaia e Tocantins.

O avanço da pecuária extensiva, voltada para o mercado do Sudeste, contribuiu para a rápida ocupação do sul de Goiás que passou a concentrar mais da metade da população da província em 1872. A montagem dessa pecuária mercantil goiana, foi promovida pelo deslocamento de capitais (oriundos do café) e famílias de Minas e São Paulo, desde o início do século XIX, com a ocupação territorial por grandes unidades pecuaristas (coronéis).

Fonte: Apostila Tese Concursos/meus resumos.

Pecuária Intensiva - maior número de gado em MENOR área - EX: Confinamentos

Pecuária Extensiva- criação do gado em grandes áreas, gado SOLTO nas pastagens.

REVISÃO VERBENA:

Na segunda metade do século XVIII, a produção do ouro começou a diminuir, provocando: O declínio da vida urbana e o predomínio de uma economia da agricultura de subsistência e pecuária extensiva.

Após o ciclo do ouro, Goiás entrou em um período muito específico no que se refere a sua dinâmica econômica. Para substituir os metais preciosos, foi necessário recorrer à pecuária extensiva.

Após o período da mineração o estado de Goiás passou por um processo de ruralização de modo que ocorreu a necessidade prática de uma outra atividade econômica em substituição ao ciclo do ouro. Neste ínterim, destacou-se a prática da pecuária extensiva, uma vez que o gado podia se transmover pelos territórios o que facilitava seu transporte para outras regiões.

No final da década de 1770, a extração de ouro começou a reduzir rapidamente em Goiás, devido ao esgotamento das minas. O fenômeno provocou crise econômica na região e fez com que muitas pessoas deixassem Goiás. Sem a mineração, a pecuária bovina passou a ser a principal atividade econômica. A pecuária era extensiva, com o gado pastando as gramíneas nativas do Cerrado.

Na pecuária intensiva, não há necessidade de grandes áreas de terra. Já na extensiva, o gado é criado solto no pasto e precisa de muitos hectares para mantê-lo nutrido.

Muitas famílias goianas passaram a focar na produção agrícola de alimentos básicos, como milho, feijão, arroz, mandioca, entre outros, para atender às suas necessidades de alimentação. Além disso, a pecuária também se desenvolveu, favorecida pelas extensas áreas de pastagens naturais presentes no estado.

Após o auge da mineração no século XVIII, Goiás viu a pecuária tornar-se seu principal sustentáculo econômico no século XIX. No entanto, a riqueza gerada era limitada e insuficiente para promover um desenvolvimento semelhante ao de províncias como Rio de Janeiro ou São Paulo. O isolamento geográfico e a carência de infraestrutura também restringiram o crescimento regional.

Até 1749, Goiás pertenceu à capitania de São Paulo. Com o declínio do ouro, a região não encontrou um produto tão vantajoso que pudesse substituir esse minério, que até então era sinônimo de lucro fácil. Assim, a sociedade goiana passou a se dedicar a uma economia rural e de subsistência.

Lançada em 1940, a Marcha para o Oeste foi uma política pública do governo Vargas em favor da integração nacional a partir de esforços de colonização do interior do continente. Para o estado de Goiás, isso estava intimamente ligado ao esforço de modernização representado pela construção de Goiânia na década anterior, legítimo resultado de um projeto desenvolvimentista amplo para a região. O avanço da colonização se deu, sobretudo, por meio da expansão da fronteira agropecuária, que seria aprofundado na década de 1960, principalmente com o sucesso da pecuária extensiva no estado.

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