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Q3909326 Enfermagem
Uma gestante de 28 anos, primigesta (G1P0), com 10 semanas de idade gestacional (IG), comparece à Unidade Básica de Saúde para iniciar seu acompanhamento pré-natal. O técnico de enfermagem realiza o acolhimento, afere seus sinais vitais e peso, e a prepara para a consulta com o enfermeiro. Um pré-natal de qualidade, iniciado precocemente e com acompanhamento regular, é fundamental para a detecção de riscos e a promoção da saúde materno-fetal. O Ministério da Saúde estabelece diretrizes claras sobre a organização desse acompanhamento na Atenção Básica. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O Ministério da Saúde recomenda que o acompanhamento pré-natal de risco habitual (baixo risco) tenha um número mínimo de seis consultas, e continuidade no atendimento, no acompanhamento e na avaliação do impacto destas ações sobre a saúde materna e perinatal.

II.A primeira consulta de pré-natal deve ocorrer preferencialmente até a 20ª semana de gestação, para permitir tempo hábil para a realização dos exames do segundo trimestre.

III.O calendário de consultas para uma gestação de risco habitual deve ser mensal até a 28ª semana; quinzenal da 28ª até a 36ª semana; e semanal da 36ª semana até o parto.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A base de decisão indica que, no pré-natal de risco habitual, o início deve ser precoce no primeiro trimestre, preferencialmente até 12 semanas, com mínimo tradicional de 6 consultas e periodicidade mensal até 28 semanas, quinzenal da 28ª à 36ª e semanal da 36ª até o parto; assim, a assertiva II está incorreta por propor início apenas até a 20ª semana, restando corretas I e III.

Tema central: Pré-natal de baixo risco
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a assertiva II. O erro médico específico é normativo: a primeira consulta do pré-natal de risco habitual deve ocorrer preferencialmente no primeiro trimestre, até 12 semanas, para classificação de risco, exames iniciais e medidas preventivas oportunas. Fixar “até a 20ª semana” posterga inadequadamente o início do seguimento e contraria a diretriz ministerial cobrada.
B
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a assertiva II. Embora I e III estejam alinhadas ao padrão ministerial clássico, a presença de II invalida o conjunto. O critério decisivo é o momento da primeira consulta: o Ministério da Saúde recomenda início precoce, preferencialmente até 12 semanas, e não um início preferencial até a 20ª semana com foco em exames do segundo trimestre.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque reúne apenas as proposições compatíveis com a orientação ministerial clássica para o pré-natal de risco habitual. A assertiva I está de acordo com a formulação do Ministério da Saúde que estabelece mínimo de 6 consultas com seguimento contínuo. A assertiva III também coincide com o calendário ministerial de acompanhamento: consultas mensais até 28 semanas, quinzenais da 28ª à 36ª semana e semanais a partir de 36 semanas até o parto/termo. O ponto que exclui as demais combinações é que a assertiva II está em desacordo com a diretriz, pois o pré-natal deve ser iniciado precocemente, preferencialmente até 12 semanas, e não até a 20ª semana.
D
Errada
Incorreta porque também inclui a assertiva II, que contraria a orientação oficial de início do pré-natal no primeiro trimestre. A assertiva III se sustenta pela periodicidade clássica do acompanhamento, mas isso não corrige o erro da II. Portanto, a alternativa não pode ser aceita.
Pegadinha da questão
A banca explorou a divergência normativa entre o início precoce do pré-natal no primeiro trimestre, preferencialmente até 12 semanas, e a formulação “até a 20ª semana”, que parece plausível, mas contraria a diretriz do Ministério da Saúde.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão cobrar pré-natal de risco habitual à luz do Ministério da Saúde, confira o critério de início precoce no primeiro trimestre, além do número de consultas e da periodicidade.
  • Na prova, memorize o padrão clássico cobrado no enunciado: início até 12 semanas, mínimo de 6 consultas e calendário mensal-quinzenal-semanal.
  • Se uma assertiva empurra o início do pré-natal para o segundo trimestre, ela tende a estar errada porque a diretriz exige início precoce no primeiro trimestre.

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Comentários

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A portaria do MS n: 5.350 de 2024, que trata da rede Alyne (antiga rede cegonha), dispoe no art 7 que o componente pré-natal copreende como uma das ações de atenção à saude a realização de pré-natal na UBS, com captação oportuna (ate 12 semanas) da gestante e, no minimo, 7 consultas intercaladas entre enfermeiros e médicos.

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