Paciente masculino, 64 anos, em exame colonoscópico de rotin...

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Q2041268 Medicina
Paciente masculino, 64 anos, em exame colonoscópico de rotina encontrou as seguintes alterações: - pólipos sésseis e pediculados no descendente e sigmoide - lesão de espraiamento lateral granular heterogênea no reto médio - diverticulose pancolônica Os pólipos foram ressecados e a lesão do reto não foi biopsiada. O resultado do histopatológico dos pólipos foi de adenoma tubular com displasia epitelial de baixo grau. O paciente só retornou ao seu médico após 4 meses, quando foi solicitado uma ressonância da pelve que evidenciou lesão de 2,0 cm, a 9,0cm da borda anal, com preservação da camada muscular subjacente e linha de hipersinal entre a lesão e a camada muscular, sinais sugestivos de lesão T1 (sm1/sm2), além de pequeno linfonodo na gordura mesorretal esquerda com critérios morfológicos para linfonodo suspeito de acometimento secundário.
Diante dos dados acima, assinale a conduta adequada. 
Alternativas

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Tema central: Trata-se de um caso de câncer de reto em estágio inicial, porém com suspeita de linfonodo regional acometido (N1). Destaca-se a interpretação do estadiamento correto (T1N1M0) e a escolha da conduta associando terapias locais, neoadjuvante e cirurgia.

Justificativa para a alternativa correta (C):
A alternativa C propõe: "Biópsia e quimiorradioterapia seguida de ressecção anterior do reto, com excisão do mesorreto". Essa é a conduta recomendada em guidelines nacionais e internacionais para tumores localmente avançados (T1-2 com N positivo) do reto médio. Segundo o Relatório Preliminar do PCDT do Adenocarcinoma de Cólon e Reto do Ministério da Saúde: "Para câncer de reto T3-T4 e/ou N1-3 localmente avançado... o tratamento curativo consiste em radioterapia neoadjuvante, seguida de cirurgia" (PCDT, p. 69-70). No caso, o linfonodo mesorretal suspeito indica N1, justificando a abordagem neoadjuvante (quimio + rádio) seguida de cirurgia com excisão total do mesorreto.

Por que não as outras alternativas?

A) Quimiorradioterapia, seguida de excisão transanal – Errado. Excisão transanal é técnica local e não suficiente para lesão com linfonodo envolvido; risco de recidiva.

B) Biópsia e quimiorradioterapia seguida de ressecção anterior do reto – Incompleta. Não cita excisão do mesorreto, procedimento imprescindível para controle da doença regional.

D) Quimio e radioterapia, apenas – Contraindicado. Tratamento exclusivo não é preconizado com doença potencialmente ressecável, pois reduz potencial de cura.

E) Ressecção transanal com 1,0cm de margem – Inadequado. Técnica local é restrita a tumores T1N0 sem envolvimento linfonodal. Aqui há suspeita de N1.

Estratégias de prova: Prefira alternativas que contemplam abordagem oncológica completa (quimioterapia/radioterapia neoadjuvante + cirurgia adequada ao risco linfonodal), conforme preconizado por protocolos como PCDT e diretrizes da NCCN.

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A conduta adequada diante dos achados apresentados é a alternativa C - Biópsia e quimiorradioterapia seguida de ressecção anterior do reto, com excisão do mesorreto. O paciente apresenta um adenoma tubular com displasia epitelial de baixo grau, além de uma lesão de 2,0 cm na pelve, com sinais sugestivos de lesão T1 (sm1/sm2) e um linfonodo suspeito de acometimento secundário, o que indica uma possível neoplasia maligna. Sendo assim, é necessário realizar uma biópsia e quimiorradioterapia para reduzir o tamanho do tumor e diminuir as chances de disseminação da doença, seguido de uma ressecção anterior do reto com excisão do mesorreto para retirada completa do tumor e prevenção de recidivas.

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