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Q2041265 Medicina
Paciente do sexo feminino, 64 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de endométrio grau 2, com 2cm de diâmetro, 40% de invasão no miométrio e ausência de adenomagalias ou metástases à distância.
Assinale a opção que apresenta a conduta cirúrgica adequada.  
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Tema central: O caso aborda a conduta cirúrgica padrão no adenocarcinoma de endométrio grau 2, estádio inicial, com invasão miometrial de 40% e sem metástases; contexto comum em concursos para oncologista clínico.

Justificativa da alternativa correta (C – Pan-histerectomia):
Segundo o Projeto Diretrizes da AMB (Carcinoma Endometrial: Tratamento), o tratamento cirúrgico padrão consiste em histerectomia total + salpingo-oforectomia bilateral (pan-histerectomia) nos casos semelhantes ao apresentado. Este procedimento remove útero, trompas e ovários, reduzindo risco de recidiva e facilitando estadiamento adequado. Para tumores grau 2 e invasão menor que 50% do miométrio, a linfadenectomia não é obrigatória, podendo ser reservada a situação de maior risco, segundo as diretrizes da FIGO e AMB.

Trecho relevante:
“A histerectomia total com salpingo-oforectomia bilateral é o procedimento de escolha para doença limitada ao corpo uterino, em graus 1 e 2, e invasão miometrial inferior a 50%.” (Projeto Diretrizes AMB, Tratamento Cirúrgico)

Crítica às alternativas incorretas:

  • A) Histerectomia subtotal: Incorreta, pois preserva o colo uterino, podendo deixar tecido restante doente. Não indicada em câncer.
  • B) Histerectomia total: Insuficiente, pois não inclui a salpingo-oforectomia bilateral, fundamental para remover possíveis focos ocultos de neoplasia nas trompas e ovários.
  • D) Pan-histerectomia com linfadenectomia pélvica /
    E) Pan-histerectomia com linfadenectomia pélvica e retroperitoneal: Desnecessárias nesse contexto, pois o protocolo reserva a linfadenectomia pélvica/para-aórtica para tumores de alto grau (3), invasão miometrial ≥ 50% ou fatores de alto risco.

Dicas de interpretação: Atenção ao grau do tumor e profundidade da invasão miometrial: esses pontos indicam a necessidade ou não de linfadenectomia. Questões de concurso frequentemente testam essa diferenciação!

Protocolos e referências: O tratamento descrito segue as recomendações do Projeto Diretrizes AMB, da FIGO e do Ministério da Saúde, sendo respaldado por fontes como UpToDate e literatura de referência como Williams Ginecologia ou Harrison’s.

Resumo: Pan-histerectomia é o procedimento padrão para câncer de endométrio grau 2, com invasão miometrial limitada (< 50%), sem necessidade obrigatória de linfadenectomia. Ler cuidadosamente elementos de gravidade e extensão da doença é fundamental para acertar essas questões.

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A conduta cirúrgica adequada para uma paciente com adenocarcinoma de endométrio grau 2, com 2cm de diâmetro, 40% de invasão no miométrio e ausência de adenomagalias ou metástases à distância é a pan-histerectomia, como indicado na alternativa C. A pan-histerectomia é a remoção cirúrgica do útero e do colo do útero, e é indicada para tratamento de câncer de endométrio em estágio inicial. A histerectomia subtotal, opção A, não é adequada para tratamento de câncer de endométrio. A linfadenectomia pélvica, opções D e E, pode ser realizada para avaliar se o câncer se espalhou para os gânglios linfáticos próximos, mas não é indicada como primeiro procedimento cirúrgico.

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