Sobre a hanseníase, analise as afirmativas a seguir. I. O M...
I. O Mycobacterium leprae é um bacilo intracelular álcool-ácido resistente (BAAR).
II. A forma indeterminada da doença frequentemente se apresenta como uma mácula hipocrômica com baciloscopia negativa.
III. A infiltração tecidual com atenuação dos sulcos naturais da pele é característica da hanseníase virchowiana.
Está correto o que se afirma em
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Tema central: Hanseníase (lepra): doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com tropismo por pele e nervos periféricos, cursando com lesões cutâneas e alterações de sensibilidade. Classificação clínica em espectro (indeterminada, tuberculoide, dimorfa, virchowiana) e operacional (paucibacilar vs. multibacilar) segundo OMS/Ministério da Saúde.
Gabarito: A – I, II e III.
Justificativa (por que todas são verdadeiras):
I. M. leprae é bacilo álcool-ácido resistente (BAAR) e intracelular, corando por Ziehl-Neelsen/Fite-Faraco. Cresce em tecidos frios (pele, nervos), não é cultivável em meios usuais. Referências: OMS, UpToDate, Harrison’s.
II. A forma indeterminada é inicial e paucibacilar, com 1 (ou poucas) máculas hipocrômicas/eritematosas, hipoestésicas discretas; a baciloscopia (esfregaço intradérmico) costuma ser negativa pela baixa carga bacilar. Pode regredir ou evoluir no espectro. Fontes: MS/OMS.
III. A hanseníase virchowiana (lepromatosa) é multibacilar, com infiltração difusa da pele levando à atenuação dos sulcos naturais, madarose, orelhas espessadas e nódulos (“fácies leonina”). Baciloscopia geralmente positiva com alto índice baciloscópico. Fontes: Harrison’s, MS.
Estratégia de prova: Procure palavras-chave: BAAR (reforça micobactéria), indeterminada + baciloscopia negativa (paucibacilar), infiltração difusa com perda de sulcos (virchowiana).
Análise das alternativas incorretas:
B – I, apenas. Errada porque II e III também são verdadeiras (indeterminada é PB com baciloscopia geralmente negativa; virchowiana cursa com infiltração e atenuação de sulcos).
C – I e II, apenas. Errada por excluir a III, que descreve achado clássico da forma virchowiana.
D – II e III, apenas. Errada por excluir a I; M. leprae é BAAR intracelular, fato básico em micobacteriologia.
Diagnóstico em prática: Três sinais cardinais (MS/OMS): 1) lesão de pele com alteração de sensibilidade; 2) espessamento de nervo periférico com disfunção; 3) baciloscopia positiva. A baciloscopia pode ser negativa nas formas PB (indeterminada/tuberculoide).
Conduta (para revisar): PQT-OMS: PB (rifampicina + dapsona, 6 doses/6 meses); MB (rifampicina + clofazimina + dapsona, 12 doses/12 meses). Reações: tipo 1 (predomínio neurítico, corticoide) e tipo 2/ENL (talidomida/corticoide, conforme protocolos). Referências: OMS 2020+, Guia MS.
Pegadinhas frequentes: confundir indeterminada com baciloscopia positiva (não é comum); achar que infiltração difusa é de formas tuberculoides (na verdade é típica da virchowiana).
Referências rápidas: OMS/WHO Leprosy Guidelines; Ministério da Saúde – Guia de Vigilância da Hanseníase; Harrison’s Principles; UpToDate.
Conclusão: As três afirmações estão corretas, confirmando a alternativa A.
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