Qualquer um dos quatro sorotipos existentes da Dengue pode ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D - choque hipovolêmico
Tema central da questão
Esta questão trata sobre as complicações graves da Dengue, especialmente os tipos de choque que podem levar ao óbito em pacientes acometidos. Compreender os conceitos de choque e suas classificações é essencial para o enfermeiro atuar de forma rápida e eficaz em situações de urgência e emergência.
Resumo teórico
A Dengue pode evoluir, em casos graves, para uma condição chamada choque hipovolêmico, principalmente após a fase crítica da doença, quando ocorre aumento da permeabilidade vascular e extravasamento de plasma. O choque hipovolêmico caracteriza-se pela redução do volume intravascular efetivo, levando a hipotensão e risco de falência de órgãos.
De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a causa de óbito relacionada à Dengue grave é, principalmente, o choque hipovolêmico decorrente do extravasamento de plasma (Manual de Manejo Clínico da Dengue).
Justificativa da alternativa correta
D - choque hipovolêmico: É a resposta certa pois a principal complicação letal da Dengue grave é a perda de plasma, levando à redução do volume circulante e, consequentemente, ao choque hipovolêmico. A intervenção imediata com reposição volêmica é crucial para evitar o óbito.
Análise das alternativas incorretas
- A - choque séptico: Relacionado a infecções bacterianas graves, não é a principal complicação da Dengue.
- B - choque distributivo: Ocorre em quadros como sepse e anafilaxia, com distribuição inadequada de sangue, não sendo típico da Dengue.
- C - choque cardiogênico: Decorrente de falência do coração em bombear o sangue, não é a fisiopatologia da Dengue grave.
Estrategicamente, ao ler o enunciado, busque termos específicos como “perda de volume” ou “choque após extravasamento de plasma”, pois direcionam para o tipo de choque mais provável. Cuidado com pegadinhas: apesar de todos serem tipos de choque, apenas o hipovolêmico se encaixa à fisiopatologia da Dengue.
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O choque hipovolêmico na dengue ocorre devido ao extravasamento de plasma, levando à diminuição do volume sanguíneo e queda da pressão arterial. É uma complicação grave da dengue hemorrágica, também conhecida como síndrome do choque da dengue (SCD). O tratamento envolve ressuscitação volêmica e monitoramento cuidadoso para evitar complicações.
Entendendo o Choque Hipovolêmico na Dengue:
Extravasamento de Plasma:
O vírus da dengue, especialmente em infecções secundárias (dengue hemorrágica), pode causar inflamação nos vasos sanguíneos e aumento da permeabilidade capilar. Isso leva ao extravasamento do plasma (a parte líquida do sangue) para fora dos vasos sanguíneos, resultando em uma diminuição do volume de sangue circulante.
Redução do Volume Sanguíneo:
Com a perda de plasma, o volume sanguíneo diminui, o que pode levar à queda da pressão arterial (hipotensão) e ao choque hipovolêmico.
Sinais e Sintomas:
Os sintomas podem incluir fraqueza, tontura, pele fria e pegajosa, pulso rápido e fraco, respiração rápida e superficial, e confusão mental.
Fase Crítica:
O choque hipovolêmico geralmente ocorre na fase crítica da dengue, que coincide com a defervescência (queda da febre). É nesse momento que a permeabilidade capilar aumenta, levando ao extravasamento de plasma.
Complicações:
Se não tratado, o choque hipovolêmico pode levar a danos em órgãos, coagulação intravascular disseminada (CID), e até mesmo à morte.
Tratamento:
Ressuscitação Volêmica:
O tratamento principal é a reposição rápida e adequada de fluidos (cristaloides e, em casos graves, coloides) para restaurar o volume sanguíneo e a pressão arterial.
Monitoramento:
É crucial monitorar de perto o volume intravascular, a função renal e a função hepática durante o tratamento.
Prevenção:
A prevenção da dengue, com medidas de controle do mosquito, é fundamental para evitar casos de dengue hemorrágica e, consequentemente, o choque hipovolêmico.
Observações:
A dengue grave, incluindo a síndrome do choque da dengue, pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças, idosos e pessoas com comorbidades, diz o Departamento de Medicina da PUC-Rio.
O tratamento precoce e adequado é crucial para evitar complicações graves e red|uzir a mortalidade.
Dengue hemorrágica: choque hipovolêmico
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