Adolescente de 13 anos, molares permanentes com fissuras pi...

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Q3649836 Odontologia
Adolescente de 13 anos, molares permanentes com fissuras pigmentadas e brilho reduzido, sem cavitação clínica, padrão ICDAS 1–2, histórico recente de cárie e radiografias sem sinais de envolvimento dentinário. Marque a intervenção consistente para controle e prevenção da progressão.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Lesão oclusal inicial em esmalte, com padrão ICDAS 1–2, sem cavitação clínica e sem sinal radiográfico de comprometimento dentinário, deve ser manejada de forma conservadora; nesse cenário, a presença de fissuras retentivas favorece o selamento de fossas e fissuras em vez de restauração.

Tema central: Selamento de fissuras
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque infiltração resínica não é a abordagem principal clássica para lesão oclusal inicial em fissuras íntegras. O dado decisivo aqui é a superfície oclusal com fissuras retentivas e padrão ICDAS 1–2 sem cavitação, situação em que a técnica de eleição é o selamento de fissuras. A alternativa explora a confusão entre infiltração resínica e selamento oclusal.
B
Errada
Está errada porque propõe intervenção restauradora desnecessária diante de superfície sem cavitação clínica e sem evidência radiográfica de dentina acometida. O princípio decisivo é mínima intervenção: lesão inicial em esmalte, passível de controle por selamento, não justifica remoção tecidual e restauração preventiva com resina composta. Tratar fissura pigmentada como se fosse lesão cavitada leva ao sobretratamento irreversível.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao manejo não operatório indicado para molares permanentes com fissuras pigmentadas, superfície íntegra e lesão inicial sem evidência de dentina acometida. O selamento de fissuras é a medida que melhor se ajusta ao objetivo de controlar e prevenir progressão nessa topografia, e o dentifrício fluoretado, o verniz conforme risco e o acompanhamento periódico funcionam como medidas complementares ao controle da cárie.
D
Errada
Está errada porque microabrasão é técnica voltada a alterações superficiais do esmalte com foco estético, e não ao controle de lesão inicial de cárie em fissuras oclusais retentivas. O problema clínico aqui não é um defeito cromático isolado; é o risco de progressão cariogênica em um nicho de biofilme. Microabrasão não veda a fissura nem cumpre o objetivo preventivo exigido pelo caso.
E
Errada
Está errada porque fluorterapia isolada não substitui a vedação da fissura retentiva neste contexto. Além disso, uma aplicação única de gel com retorno anual é insuficiente para paciente com histórico recente de cárie e lesão oclusal inicial em área de alto risco local. A base sustenta que o flúor é adjuvante importante, mas aqui deve acompanhar o selamento e o monitoramento periódico, não substituí-los.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato confundir fissura pigmentada com necessidade de restauração e, ao mesmo tempo, confundir medidas adjuvantes como flúor ou infiltração com a conduta principal. O ponto real é que ICDAS 1–2 sem cavitação e sem dentina radiograficamente envolvida pede selamento oclusal com controle de risco.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer ICDAS 1–2, ausência de cavitação e radiografia sem dentina comprometida, pense primeiro em manejo conservador, não em restauração.
  • Em superfície oclusal com fissuras retentivas, o critério local decisivo é a necessidade de barreira física: isso favorece selamento de fossas e fissuras.
  • Histórico recente de cárie muda a intensidade do controle: associe a intervenção local a dentifrício fluoretado, verniz conforme risco e retorno periódico.
  • Pigmentação de fissura, isoladamente, não autoriza concluir por cárie dentinária nem por preparo cavitário.

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