Fluoretos modulam desmineralização-remineralização; clorexi...

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Q3649827 Odontologia
Fluoretos modulam desmineralização-remineralização; clorexidina apresenta ação antisséptica de curto prazo. Em adultos com alto risco de cárie e gengivite leve, qual esquema clínico apresenta melhor relação benefício-risco?
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Tema central: manejo clínico de adultos com alto risco de cárie e gengivite leve, equilibrando modulação de des/remineralização por fluoretos e controle de biofilme com antissépticos de uso curto. Fluoreto favorece a remineralização e inibe a desmineralização; clorexidina reduz placa e sangramento transitoriamente, com efeitos adversos se usada por longos períodos.

Alternativa correta: EVerniz fluoretado de alta concentração (5% NaF ≈ 22.600 ppm) em aplicações trimestrais + dentifrício com concentração terapêutica (≥1.000–1.500 ppm F; para muito alto risco, 5.000 ppm sob prescrição) + clorexidina em ciclos curtos para controle do biofilme gengival.
Justificativa: esse esquema alinha eficácia e segurança: o verniz cria um reservatório de CaF2, reduzindo a incidência de cárie em alto risco; o dentifrício mantém exposição diária ao fluoreto; a clorexidina (0,12%) por 7–14 dias controla gengivite com bom perfil benefício–risco. Diretrizes e evidências: ADA/AAPD (Fluoride Therapy; Nonrestorative Treatments), Cochrane (clorexidina não previne cárie de forma consistente; melhor uso é curto prazo para gengivite), Ministério da Saúde (Saúde Bucal: prioridade ao fluoreto e controle mecânico do biofilme).

Como interpretar a questão: destaque as expressões “alto risco” e “benefício–risco”. Lembre: não suspenda fluoretos em alto risco; evite clorexidina contínua; desconfie de propostas com abrasividade elevada ou produtos “cosméticos” sem ação anticárie.

Por que as demais estão incorretas?

A) Enxágue diário com clorexidina por 6 meses e suspender fluoretos: inadequado. Clorexidina prolongada causa manchamento, disgeusia, cálculo, descamação; e não há evidência robusta de prevenção de cárie. Suspender fluoretos piora o risco. (ADA; Cochrane: evidência insuficiente para anticárie).

B) Gel neutro semanal isolado + bochechos cosméticos: insuficiente. Exposição semanal isolada não supre necessidade de fluoreto diário. Enxaguantes cosméticos com óleos essenciais voltados a hálito não têm indicação anticárie; alguns reduzem placa, mas não substituem fluoreto.

C) Dessensibilizante único + pastas branqueadoras: não aborda etiologia. Não há ação comprovada de controle de cárie; branqueadoras costumam ter maior abrasividade, podendo aumentar desgaste e recessão sem benefício anticárie.

D) Dentifrício de baixa concentração + alta abrasividade e escovação vigorosa: nocivo. Menos fluoreto reduz proteção; abrasivos e técnica vigorosa elevam risco de abrasão/hipersensibilidade, sem ganho no controle de cárie.

Resumo prático para a prova: em alto risco, priorize fluoreto diário + verniz periódico; use clorexidina em ciclos curtos para gengivite. Evite regimes prolongados de clorexidina e produtos altamente abrasivos. (Referências: ADA Clinical Practice Guidelines 2018–2021; AAPD 2024 Fluoride Therapy; Cochrane Reviews; MS Brasil – Saúde Bucal).

Gabarito: E

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