Sobre a conduta em infecções em pacientes com “pé diabético”...
Sobre a conduta em infecções em pacientes com “pé diabético”, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: O manejo da infecção em pé diabético exige conhecimento preciso de anatomia, fisiologia, microbiologia e diretrizes clínicas. O objetivo é lidar com infecções potencialmente graves, que envolvem tecidos profundos e podem evoluir rapidamente, exigindo condutas assertivas.
Justificativa da alternativa correta (C):
Segundo a Diretriz do Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético (IWGDF, 2019): "Nenhum esquema antimicrobiano se mostrou consistentemente superior aos demais em estudos clínicos." O Manual do Pé Diabético do Ministério da Saúde reforça que a escolha do antibiótico é individualizada, considerando gravidade, patógenos prováveis e perfil do paciente, não havendo protocolo universalmente superior.
Portanto, a alternativa C está correta, pois reflete o consenso de que a escolha do antimicrobial deve ser personalizada, baseada em fatores clínicos e epidemiológicos, e não em suposta superioridade isolada entre esquemas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Swab superficial raramente identifica os verdadeiros patógenos da infecção profunda. Diretrizes (IWGDF) recomendam coleta profunda — por curetagem ou biópsia — pois swab aumenta identificação de contaminantes, comprometendo o tratamento adequado.
B) Incorreta. Embora Staphylococcus aureus e estreptococos sejam agentes comuns, não se indica cobertura empírica para Pseudomonas aeruginosa em todos os casos. A inclusão desta bactéria depende de fatores como feridas crônicas úmidas, exposição frequente à água ou infecções graves, conforme orienta o Ministério da Saúde.
D) Incorreta. Ausência de resolução em 1 semana não é critério para osteomielite. O diagnóstico depende de suspeita clínica, achados de imagem (ex: alteração em RNM) e, preferencialmente, exame microbiológico de tecido ósseo.
E) Incorreta. Não há forte evidência para benefício da terapia hiperbárica no controle da infecção. Seu uso é restrito, como adjuvante, e não substitui o tratamento antimicrobiano e cirúrgico adequado, segundo os protocolos oficiais.
Dicas para provas:
Fique atento a alternativas que usem termos absolutos (“sempre cobrir”, “forte evidência”, “resolução completa em 1 semana é igual a...”), pois frequentemente contradizem diretrizes. Busque identificar o que é consenso entre especialistas e orientações oficiais na conduta clínica.
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