Um recém-nascido apresenta dismorfismos faciais leves (preg...
Qual das condutas a seguir é mais adequada e justificada, segundo as diretrizes apresentadas?
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Tema central: RN com múltiplos dismorfismos menores e assimetria de membros. Em neonatologia, a presença de três ou mais achados dismórficos menores aumenta significativamente a chance de malformação maior oculta ou de síndrome genética, indicando investigação ativa.
Alternativa correta: E — Realizar triagem complementar com exames de imagem e estudo cromossômico. O raciocínio é: o conjunto (prega epicântica, orelhas de baixa implantação, hemangioma frontal e assimetria de membros) configura ≥3 sinais menores, o que justifica:
- Exames de imagem: tipicamente US renal/abdominal (associações urogenitais com dismorfismos faciais/auriculares; avaliação de assimetria/hemihiperplasia) e ecocardiograma (cardiopatias subclínicas).
- Análise cromossômica: o enunciado cita cariótipo; diretrizes modernas recomendam microarray cromossômico (CMA) como primeira linha quando disponível, com cariótipo como alternativa/etapa inicial (AAP/ACMG; UpToDate; SBP).
Base científica: múltiplos achados menores elevam a probabilidade de malformação maior e de síndromes (p.ex., hemihiperplasia/Beckwith‑Wiedemann tem risco tumoral e requer rastreio). A identificação precoce direciona seguimento e intervenções (AAP Clinical Report; ACMG; SBP Manual de Neonatologia).
Por que as demais estão incorretas?
A — Minimiza achados “menores”. Regra dos 3 sinais menores implica investigação, mesmo sem disfunção aparente. Ausência de comprometimento funcional no RN não exclui malformações internas ou síndromes.
B — “Apenas ecocardiograma” é insuficiente e conceitualmente errado. Achados externos podem sim se associar a malformações internas em múltiplos sistemas; a avaliação deve ser abrangente (renal/abdominal, cardíaca e genética).
C — Condicionar cariótipo à história familiar ignora que muitas alterações são de novo. Diretrizes indicam teste genético frente a múltiplas anomalias, independente de antecedente familiar.
D — “Aguardar” perde janela diagnóstica. Além disso, US, eco e microarray/cariótipo são não invasivos. Diagnóstico precoce orienta seguimento (p.ex., rastreio tumoral em hemihiperplasia) e aconselhamento.
Dicas para a prova:
- Conte os achados menores; se ≥3, investigue.
- Lembre do CMA como teste genético de primeira linha (se disponível); cariótipo é aceitável em muitos cenários de prova.
- Imagem “básica” inicial: US renal/abdominal e ecocardiograma.
Referências: AAP/ACMG (Chromosomal microarray first-tier in múltiplas anomalias), UpToDate – Evaluation of the dysmorphic infant; SBP – Manual de Neonatologia.
Gabarito: E.
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