Durante um plantão em uma maternidade, um recém-nascido a te...
Considerando os critérios diagnósticos e mecanismos fisiopatológicos da asfixia perinatal, qual é a melhor interpretação e conduta clínica frente a esse caso?
Gabarito comentado
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Tema central: Asfixia perinatal – critérios diagnósticos e conduta clínica
A questão aborda o diagnóstico criterioso da asfixia perinatal, situação de extrema relevância na neonatologia. Para médicos atuantes em sala de parto, é fundamental reconhecer que o diagnóstico não deve ser precipitado apenas com base em um pH baixo (< 7,10) ou escores de Apgar reduzidos. O raciocínio clínico exige integração cuidadosa dos vários sinais clínicos e laboratoriais.
Justificativa da alternativa correta (B):
A resposta B está correta porque reflete as diretrizes oficiais da Academia Americana de Pediatria (AAP) e consensos nacionais: apenas pH baixo e Apgar reduzido não confirmam asfixia perinatal. Segundo a AAP: “O diagnóstico só é estabelecido quando há acidemia profunda (pH < 7,00), Apgar persistente entre 0-3 por mais de 5 minutos, sinais neurológicos e disfunção de múltiplos órgãos”.
Portanto, além do contexto laboratorial e do Apgar, deve-se buscar:
- Alterações neurológicas: hipotonia, convulsões, coma.
- Disfunção de outros órgãos: insuficiência renal, hepática ou cardíaca.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta: O pH < 7,10 e Apgar baixo sugerem risco, mas não são suficientes isoladamente (AAP 2014, Ministério da Saúde 2017).
C) Incorreta: O critério de acidemia define pH < 7,00 como grave. O caso é limítrofe, mas não basta nova gasometria se não houver sintomas clínicos relevantes.
D) Incorreta: Apgar baixo, mesmo aos 5 minutos, não é critério único para encefalopatia hipóxico-isquêmica. Protocolos sempre exigem confirmação clínica e laboratorial adicional.
E) Incorreta: O uso isolado do Apgar para diagnóstico é fortemente desaconselhado pelas diretrizes recentes (SBP, AAP).
Pontos-chave para concursos:
- Leia atentamente enunciados que apresentam critérios laboratoriais e clínicos e lembre-se de que o diagnóstico de asfixia requer contexto clínico abrangente.
- Fique atento a “pegadinhas” que sugerem Apgar ou pH como critérios únicos. Sempre verifique se há menção a disfunção de múltiplos órgãos e achados neurológicos.
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