Recém-nascido a termo apresenta aumento progressivo do perí...

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Q3366084 Medicina
Recém-nascido a termo apresenta aumento progressivo do perímetro cefálico, diástase de suturas e fontanela anterior ampla, associados a atraso de sucção e sinais de hipotonia. A ultrassonografia transfontanelar mostra ventriculomegalia importante, sem sinais evidentes de obstrução.
Considerando a fisiopatologia, o diagnóstico diferencial e a conduta frente à hidrocefalia congênita, qual deve ser a abordagem diagnóstica mais adequada nesse momento?
Alternativas

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Tema central: Hidrocefalia congênita no recém-nascido (RN) com sinais de aumento do perímetro cefálico, diástase de suturas e fontanela ampla, sem obstrução evidente na ultrassonografia, direciona o raciocínio para hidrocefalia comunicante, importante entidade da neonatologia.

Justificativa da alternativa correta (C):

Ao suspeitar de hidrocefalia comunicante e progressiva sem sinais de obstrução, a conduta mais indicada é investigar causas genéticas e sindrômicas. Conforme destaca o “Guia Prático: Diagnóstico de Anomalias Congênitas no Pré-Natal e ao Nascimento” do Ministério da Saúde, a identificação precoce de anomalias orienta a investigação etiológica. Muitas hidrocefalias comunicantes têm relação com síndromes genéticas (ex: Dandy-Walker, Chiari II) ou mutações específicas, sendo fundamental o diagnóstico correto para facilitar o prognóstico e manejo. Diretrizes internacionais (como UpToDate e Nelson Tratado de Pediatria) também recomendam abordagem direcionada diante de formas não obstrutivas e quadros sindrômicos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Acetazolamida não é tratamento indicado inicial para hidrocefalia progressiva em RN, tampouco substitui avaliação etiológica; seu uso é controverso e limitado, podendo atrasar o diagnóstico definitivo.

B) Infecções congênitas como CMV ou toxoplasmose podem causar hidrocefalia, mas, na ausência de achados específicos de infecção (calcificações, coriorretinite), não são a principal hipótese neste caso comunicante e progressivo sem sinais infecciosos.

D) Ventriculostomia endoscópica do 3º ventrículo é reservada a hidrocefalias obstrutivas, não comunicantes. Abordagem cirúrgica só deve ser cogitada após investigação etiológica e de acordo com indicação neurocirúrgica individualizada.

E) Tomografia pode complementar avaliação, mas alta sem investigação aprofundada é inadequada devido ao risco de piora clínica e sequelas. O seguimento ambulatorial isolado não é seguro em quadro de hidrocefalia progressiva.

Estratégia em concursos: Atenção especial aos termos-chave. Palavras como “sem sinais de obstrução” e “progressiva” sugerem etiologia genética/sindrômica — um detalhamento fundamental para acertar a alternativa correta e não cair em pegadinhas baseadas em abordagens terapeuticas imediatas ou exames desnecessários.

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