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Q3881534 Patologia
Um paciente de 70 anos, assintomático, realiza exame de rotina. O toque retal não revela nódulos prostáticos e o PSA (antígeno prostático específico) total sérico é de 6,8 ng/mL (valor de referência <4 ng/mL). O médico solicita avaliação adicional para diferenciar entre hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata. Sobre marcadores tumorais sorológicos, é correto afirmar: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a limitação de especificidade do PSA: ele é marcador prostático, mas não confirma malignidade isoladamente. No caso, a elevação para 6,8 ng/mL com toque retal sem nódulos exige reconhecer que a alternativa correta é a que admite elevação também em condições benignas.

Tema central: Interpretação do PSA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata o PSA como marcador altamente específico de câncer e afirma que qualquer aumento indica malignidade. Isso contraria o critério médico decisivo da questão: o PSA não é câncer-específico e pode se elevar em hiperplasia prostática benigna, prostatite e outras condições relacionadas à próstata.
B
Errada
Está errada porque nega utilidade do PSA após o diagnóstico. Pela base, o PSA permanece clinicamente relevante no manejo e no seguimento do câncer de próstata, inclusive para avaliação de resposta terapêutica e monitoramento de persistência ou recorrência bioquímica. Portanto, não foi substituído de forma geral por marcadores mais modernos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o PSA pode estar elevado em condições benignas, como hiperplasia prostática benigna e prostatite. Assim, um PSA acima do valor de referência não diagnostica câncer por si só. No contexto proposto, sua interpretação deve ser feita com correlação clínico-diagnóstica.
D
Errada
Está errada porque desconsidera a utilidade clínica do PSA livre. A base afirma que a fração livre do PSA tem relevância complementar, especialmente em elevação limítrofe do PSA total, quando se busca diferenciar causas benignas de malignidade. Logo, não é correto dizer que não tem relevância.
E
Errada
Está errada porque nega valor do PSA no acompanhamento pós-tratamento. Pela base, esse marcador é útil justamente no seguimento oncológico, inclusive para detectar recorrência bioquímica e avaliar resposta ao tratamento. Excluir essa utilidade contraria o uso consolidado do PSA no câncer de próstata.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre marcador órgão-específico e marcador câncer-específico: PSA se relaciona à próstata, mas sua elevação isolada não diagnostica câncer.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão perguntar sobre PSA, primeiro teste se a alternativa confunde especificidade para próstata com especificidade para câncer.
  • PSA total elevado isoladamente não fecha diagnóstico; procure a alternativa que exija correlação clínica e diagnóstica.
  • Lembre que o PSA livre pode ter utilidade complementar em situações de dúvida diagnóstica com PSA total em faixa limítrofe.
  • Descarte alternativas que neguem utilidade do PSA no seguimento após tratamento do câncer de próstata.

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