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Q2467593 Medicina
Na triagem, observa-se o Sinal de Galeazzi ao posicionar uma criança em decúbito dorsal, com quadris fletidos e joelhos dobrados com os pés apoiados sobre a mesa. Esse quadro sugere displasia:
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Tema central: Sinal de Galeazzi (ou Allis) é observado ao colocar a criança em decúbito dorsal, quadris e joelhos fletidos com pés apoiados. A diferença na altura dos joelhos indica encurtamento relativo do membro, tipicamente por luxação/subluxação do quadril ou discrepância femoral. Em pediatria, esse achado é clássico da Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ).

Alternativa correta: D – Displasia do desenvolvimento do quadril

O Sinal de Galeazzi positivo sugere deslocamento cefálico do fêmur no acetábulo, reduzindo a altura do joelho no lado afetado. É mais útil em DDQ unilateral; pode ser falso-negativo nas bilaterais. Outros achados: limitação de abdução, assimetria de pregas, testes de Barlow/Ortolani nos primeiros meses. Confirma-se com ultrassonografia (método de escolha até 4–6 meses; método de Graf) e, após ossificação do núcleo femoral, radiografia (linhas de Hilgenreiner/Perkin, índice acetabular). Tratamento: arnês de Pavlik até ~6 meses; depois, redução fechada com gesso pelvipodálico e, se necessário, redução aberta. Diretrizes: AAP/POSNA/SBP e UpToDate.

Por que as demais estão incorretas?

A – Displasia de Stuve-Wiedemann: displasia óssea rara com encurvamento de ossos longos e disautonomia. Não é condição triada com Galeazzi; o achado não é marcador específico desse quadro.

B – Osteogênese imperfeita: fragilidade óssea, blue sclerae, fraturas recorrentes. Pode haver deformidades, porém Galeazzi não é teste de triagem para essa doença e não indica luxação do quadril típica de OI.

C – Displasia espondiloepifisária congênita: displasia esquelética com tronco curto e acometimento vertebral/epifisário. Pode haver coxa vara e alterações do quadril, mas o sinal de Galeazzi não é específico dessa displasia e, em triagem, direciona fortemente para DDQ.

Estratégia de prova: Associe joelhos em alturas diferentes na posição descrita à DDQ. Lembre: positivo em unilateral; nas bilaterais, valorize abdução limitada. Evite confundir com discrepância tibial (que não altera Galeazzi com quadris fletidos) e com displasias sistêmicas.

Referências rápidas: American Academy of Pediatrics (AAP) – Evaluation and referral for DDH; POSNA – DDH guidelines; Sociedade Brasileira de Pediatria – rastreamento de DDQ; UpToDate – Developmental dysplasia of the hip in infants.

Gabarito: D

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O Sinal de Galeazzi é um indicativo usado para detectar anormalidades nas extremidades inferiores, como a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) em crianças. Ao realizar o teste de Galeazzi, com a criança em decúbito dorsal, quadris fletidos e joelhos dobrados com os pés apoiados sobre a mesa, observa-se a altura relativa dos joelhos. Na DDQ, pode haver uma assimetria, onde um joelho aparece mais baixo em relação ao outro, sugerindo que um quadril possa estar deslocado ou apresentar alguma anormalidade no desenvolvimento. As outras alternativas listadas (Stuve-Wiedemann, osteogênica imperfeita, e espondiloepifisária congênita) são condições distintas e não estão diretamente associadas ao Sinal de Galeazzi. A displasia de Stuve-Wiedemann é um distúrbio esquelético raro que afeta o crescimento ósseo; a osteogênica imperfeita é uma doença genética caracterizada por ossos frágeis; e a espondiloepifisária congênita afeta o desenvolvimento das vértebras e das epífises ósseas. Portanto, a alternativa correta é a D - do desenvolvimento do quadril, pois o sinal de Galeazzi é utilizado para avaliar especificamente irregularidades nesta região.

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