Na triagem, observa-se o Sinal de Galeazzi ao posicionar um...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Sinal de Galeazzi (ou Allis) é observado ao colocar a criança em decúbito dorsal, quadris e joelhos fletidos com pés apoiados. A diferença na altura dos joelhos indica encurtamento relativo do membro, tipicamente por luxação/subluxação do quadril ou discrepância femoral. Em pediatria, esse achado é clássico da Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ).
Alternativa correta: D – Displasia do desenvolvimento do quadril
O Sinal de Galeazzi positivo sugere deslocamento cefálico do fêmur no acetábulo, reduzindo a altura do joelho no lado afetado. É mais útil em DDQ unilateral; pode ser falso-negativo nas bilaterais. Outros achados: limitação de abdução, assimetria de pregas, testes de Barlow/Ortolani nos primeiros meses. Confirma-se com ultrassonografia (método de escolha até 4–6 meses; método de Graf) e, após ossificação do núcleo femoral, radiografia (linhas de Hilgenreiner/Perkin, índice acetabular). Tratamento: arnês de Pavlik até ~6 meses; depois, redução fechada com gesso pelvipodálico e, se necessário, redução aberta. Diretrizes: AAP/POSNA/SBP e UpToDate.
Por que as demais estão incorretas?
A – Displasia de Stuve-Wiedemann: displasia óssea rara com encurvamento de ossos longos e disautonomia. Não é condição triada com Galeazzi; o achado não é marcador específico desse quadro.
B – Osteogênese imperfeita: fragilidade óssea, blue sclerae, fraturas recorrentes. Pode haver deformidades, porém Galeazzi não é teste de triagem para essa doença e não indica luxação do quadril típica de OI.
C – Displasia espondiloepifisária congênita: displasia esquelética com tronco curto e acometimento vertebral/epifisário. Pode haver coxa vara e alterações do quadril, mas o sinal de Galeazzi não é específico dessa displasia e, em triagem, direciona fortemente para DDQ.
Estratégia de prova: Associe joelhos em alturas diferentes na posição descrita à DDQ. Lembre: positivo em unilateral; nas bilaterais, valorize abdução limitada. Evite confundir com discrepância tibial (que não altera Galeazzi com quadris fletidos) e com displasias sistêmicas.
Referências rápidas: American Academy of Pediatrics (AAP) – Evaluation and referral for DDH; POSNA – DDH guidelines; Sociedade Brasileira de Pediatria – rastreamento de DDQ; UpToDate – Developmental dysplasia of the hip in infants.
Gabarito: D
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo